segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sensor wi-fi pode auxiliar no controle da diabetes

Boa notícia para os diabéticos!
A invenção de um sensor que pode ser implantado na pele do paciente promete mudar completamente a forma como a maioria dos diabéticos controla a doença. O sensor tem a capacidade de transmitir constantemente dados sem fios sobre os níveis de glicose no sangue.


O dispositivo é um pouco menor do que uma bolacha recheada – cerca de 3,5cm de largura e um pouco mais de 1cm de espessura – e seria implantado no tronco do paciente. Ele conta com uma antena que transmite dados sem fios, uma bateria que dura a vida inteira e um par de sensores. Um sensor detecta somente oxigênio e o outro, a reação que envolve tanto a oxigênio e glicose. Não importa a densidade do tecido cicatricial ao redor do implante, a combinação de duas sensor permite que o dispositivo calcule corretamente os níveis de glicose no sangue.
A maioria das complicações da diabetes – da cegueira e de ataques cardíacos – pode ser controlada com o monitoramento. O ideal mesmo seria um acompanhamento intensivo, que envolve a retirada de sangue do dedo através de uma picada a cada 15 minutos, tanto de dia quanto de noite. Porém, a maioria dos diabéticos não realiza esse procedimento – até porque, convenhamos, trata-se de algo quase desumano. E é exatamente por isso que o sensor wi-fi seria um alívio para quem sofre da doença.

A mais avançada tecnologia disponível atualmente para o monitoramento contínuo utiliza um sensor do tamanho de agulha que pica profundamente a pele e se conecta através de um cabo ou transmissor sem fio para um monitor. Ele fornece os níveis de açúcar no sangue em tempo próximo do real, mas também é um pouco volumoso e incómodo. Os sensores de agulha deve ser recalibrado diariamente e trocado a cada 3 ou 7 dias; antes que o corpo os incorpore pelo tecido da cicatriz e se torne inútil.

Isso, porém, não será um problema com esse novo sensor wi-fi, como explica o engenheiro da Universidade da Califórnia, David Gough, que liderou a pesquisa. “O sensor foi projetado desde o início para ser um dispositivo a longo prazo, e projetado para operar por períodos muito longos”, garante Gough.



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Programa de Rastreio e Tratamento da Retinopatia Diabética do Algarve, 2009



O que é a Retinopatia Diabética?
O aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) - que caracteriza a diabetes - causa alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina no interior do olho. Os vasos alterados deixam sair líquido e sangue para a retina, reduzindo a visão.
Em alguns casos, desenvolvem-se vasos anormais na retina. Sendo muito frágeis e sangrando facilmente, estes vasos levam à formação de tecido fibroso que repuxa a retina. Neste estádio muito grave, a doença designa-se retinopatia diabética proliferativa


Neste âmbito, não posso deixar de fazer referência ao excelente trabalho da responsabilidade da Administração Regional de Saúde do Algarve, IP, mais concretamente do seu Departamento de Contratualização, conjuntamente com os Hospitais de Faro e Barlavento Algarvio.
Penso que outras regiões do País não terão estes excelentes resultados, com benefício claro e directo para as pessoas com diabetes. Com este empenho, dedicação e preocupação se conseguem alcançar claros ganhos em saúde, com fortes implicações na qualidade de vida dos Diabéticos.
Um exemplo a seguir, este trabalho desenvolvido.

Está disponivel a consulta deste relatório no site

http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1016%3Aprograma-de-rastreio-e-tratamento-da-retinopatia-diabetica-do-algarve-regista-taxa-de-adesao-de-73-no-ano-de-2009&catid=38%3ANoticiasRegionais&Itemid=63

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Doces sem açucar


    Em resposta ao caro leitor Anónimo aos seus 2 comentários do post anterior, tenho que dar-lhe os meus parabéns em primeiro lugar pelos conhecimentos que aparenta possuir sobre os alimentos e a Diabetes: sabe que efectivamente as batatinhas fritas gourmet têm um elevado IG, como se fosse um pecado ingeri-las, mas que realmente também têm um elevadíssimo IS (índice satisfação), que eu talvez designasse por IP (índice de prazer :-))... sabe que os "doces sem açucar" normalmente possuem mais gordura e Kcalorias que aqueles ditos "doces normais".A seu pedido expresso, aqui vai:
Quando vemos produtos com a designação "sem adição de açucar", isso nem sempre significa que esteja completamente isento de açucar. Habitualmente, significa que não houve adição de açucar, apesar de estarem contidos neles os naturais, como por exemplo, açucar da fruta (frutose).Os chocolates ou gelados sem adição de açucar podem conter mais calorias do que as alternativas vulgares. Os alimentos doces como estes contêm frequentemente sorbitol (adoçante), que acabará eventualmente por ser transformado em glicose no fígado (quando ingerido em excesso, pode provocar dores abdominais e diarreia). Por isso é de extrema importância a aprendizagem da leitura dos rótulos dos alimentos!!

Deixo uma lista dos adoçantes não nutritivos (que não provocam aumento de peso, portanto a melhor opção) e os nutritivos (que poderão aumentar o peso):

Não nutritivos: Aspartame, sacarina, acesulfame K, sucralose e ciclamato.
Nutritivos: Frutose, polióis (terminados em "ol"-sorbitol, xilitol, manitol,lactitol) e amido hidrolisado e isomalte.

Quando me questionam como Enfermeira e Diabética acerca destes produtos, costumo dizer para consumirem um gelado à base de iogurte e fruta ou um chocolate de leite normal, com açucar, mas sempre após uma refeição principal, que não irá afectar drasticamente a glicémia. No entanto, se não houver essa possibilidade imediata e lhe apeteça imenso, escolha um produto sem açucar, mas sempre sabendo que provavelmente conterá mais Kcal.

Deixo um exemplo:
15 gr de chocolate de leite com açucar, contém 9 gr de gordura e 150 Kcal
15 gr de chocolate de leite sem adição de açucar contém 11 gr de gordura e 170 Kcal

Próximos posts serão acerca da leitura de rótulos.
Deixo o site da DGS do Programa Nacional contra a Obesidade, que poderá ajudar na escolha dos alimentos mais saudáveis, com informação nutricional muito completa, associado ao exercício físico.

http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/Roda_dos_alimentos.aspx?menuid=245&exmenuid=113&SelMenuId=245

sábado, 3 de julho de 2010

Índice glicémico


Índice glicémico: o que significa?
Sabia que uma alimentação composta por alimentos com baixo nível IG pode contribuir para reduzir o risco de diabetes, ajudar a controlar o colesterol e doenças cardiovasculares?

Todos os dias comemos alguns alimentos que, depois de digeridos, nos fornecem energia para realizarmos as nossas actividades diárias.

A maioria dos alimentos com hidratos de carbono (açúcar, pão, fruta, feijão, bolos, massa, sumos de fruta, arroz…) é digerida no nosso organismo, transformada em glicose e levada pelo sangue a todas as células, sendo o nosso principal “combustível”.

Quando entra na circulação sanguínea, a glicose origina uma subida na glicose sanguínea (glicemia). Esta subida pode ser mais ou menos brusca, conforme os alimentos que ingerimos.

A forma como cada alimento faz subir os níveis de açúcar no sangue é determinada através da avaliação do índice glicémico.

Está provado cientificamente que os alimentos com IG elevado (exemplo do pão branco, refrigerantes, açúcar, batatas fritas) proporcionam uma "explosão" de energia, elevando os níveis de açúcar no sangue de forma violenta.

Os que apresentam valores mais baixos de IG (fruta, leguminosas, alimentos com fibras) acabam por proporcionar uma entrada mais lenta da glicose para o sangue, o que poderá prolongar a sensação de saciedade e retardar o aparecimento da fome e falta de energia.

Esta entrada mais lenta e continuada de glicose na corrente sanguínea faz com que os órgãos e substâncias responsáveis pela regulação da “energia” no nosso organismo trabalhem de forma mais eficiente e não sejam sobrecarregados,isto é, o pâncreas que produz a hormona insulina será menos "espremido".

Certamente já se apercebeu que, quando se alimenta mal, ingerindo alimentos açucarados de forma isolada a meio da manhã, fica inicialmente com uma sensação de euforia e de energia mas que rapidamente se dissipa, dando lugar a uma sensação de cansaço e de quebra.

O mesmo não se passa quando ingere uma refeição equilibrada e com alimentos com valores de índice glicémico mais baixos.

Alimentos que menos afectam a resposta de insulina no sangue são considerados de baixo índice glicémico, e os que afectam muito, de alto índice glicémico. Portanto, as pessoas com diabetes deverão preferir alimentos com baixo IG.


Classificação IG: Baixo: ≤ 55; Médio: 55-70; Elevado: >70

sábado, 12 de junho de 2010


Complicações da Diabetes

Complicações Microvasculares

-Retinopatia (olhos)
-Nefropatia (Rim)
-Neuropatia (Sistema nervoso periférico, podendo causar lesões, principalmente a nível dos membros inferiores)
-Disfunção Sexual
-A Impotência Sexual

Complicações Macrovasculares

A Diabetes é um dos mais importantes factores de risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte no nosso país.
As pessoas com Diabetes têm maior risco de doença coronária, manifestada por angina de peito ou ataques cardíacos (enfarte do miocárdio) e por tromboses cerebrais (acidentes vasculares cerebrais – AVC).
O risco de doença coronária é, segundo alguns estudos, cerca do dobro nos homens e quatro vezes mais nas mulheres, em relação à população sem Diabetes. No caso dos AVC é o dobro no sexo feminino e três vezes superior no masculino.
Controlar o colesterol e a tensão arterial é tão importante como controlar a diabetes. Da mesma forma é indispensável perder peso, fazer exercício regular e deixar de fumar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Critérios de diagnóstico de Diabetes e Pré-Diabetes


Diabetes:
→ Glicémia em jejum ≥ 126 mg/dl
Ou
→ Sintomas clássicos já referidos anteriormente + Glicémia ocasional (antes ou após qualquer refeição) ≥ 200 mg/dl
Ou
→ Glicémia ≥ 200 mg/dl, após PTGO (Prova de Tolerância à Glicose Oral, análise sanguínea laboratorial) com 75 gr de glucose após 2 horas da sua ingestão.

Pré-Diabetes


Tolerância Diminuída à Glucose:
→ PTGO ≥ 140 mg/dl e < 200 mg/dl

Anomalia Glicémia em Jejum:
→ Glicémia em Jejum ≥ 110 e < 126 mg/dl

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