sábado, 4 de setembro de 2010

Monitor de glicémia USB

Os usuários de monitores de glicemia sabem que o pequeno aparelho não tem capacidade de guardar muitas medições e você acaba por necessitar de um pequeno caderno para anotar as suas aferições dia a dia, o que não é muito prático.
Para aliviar os usuários desta necessidade, um laboratório lançou em alguns Países um medidor que é bem parecido com os actuais, mas tem uma ponta com USB que serve para realizar um backup de todas as medições dentro de um programa especial desenvolvido pela própria empresa.
O medidor funciona como qualquer um que existe no mercado, só que tem um ecrã colorido e um fácil acesso para as suas medições com horário e data, o limite de medições é de 2 mil, quando chega a esse  número é que o programa entra em acção, ele funciona como um caderno de anotações de todas as medidas de glicose que o aparelho acusou no seu sangue, auxiliando no controle contínuo feito pelo usuário.

Este dispositivos ainda não foi lançado em Portugal, esperando que isso aconteça num futuro bastante próximo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Diabetes em Portugal - factos e números (Observatório Nacional da Diabetes)


Leia um breve resumo e tenha acesso ao documento em:


"Tatuagem" pode ajudar Diabéticos a monitorizar o açucar no sangue

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram nanotubos de carbono que podem ser injetados debaixo da pele para analisar o nível de glicose no sangue. Com isso, os engenheiros querem criar uma tinta que poderia ser usada para aplicar em diabéticos aumentando a capacidade de monitorização de glicose. Isso ajudaria a controlar melhor a doença.

Atualmente, um dos meios para que um diabético monitorize o nível de glicose no organismo é fazer um pequeno furo no dedo para a colheita de uma gota de sangue. A análise é feita por um aparelho e o procedimento deve ser repetido várias vezes por dia.  Uma alternativa melhor seria medir o nível de glicose continuamente, por meio de injeção de enzimas que quebram a glicose. Com isso, um eletrodo posicionado na pele interage com um sub-produto dessa quebra, o peróxido de hidrogênio, permitindo que os níveis de glicose sejam indiretamente mensurados. Porém, nenhum dos eletrodos disponíveis atualmente foi aprovado para uso por mais de sete dias.

Agora, os engenheiros Paul Barone e Michael Strano, ambos do MIT, estão a utilizar nanotubos de carbono envolvidos em um polímero que é sensível a concentrações de glicose. Quando os sensores se encontram com a glicose, os nanotubos ficam fluorescentes, e portanto, podendo ser detectados por uma luz infra-vermelha. A concentração de glicose pode ser medida pela quantidade de fluorescência.

Com isso, os pesquisadores pretendem criar uma espécie de tinta que teria essas nanopartículas em suspensão numa solução salina e que poderia ser injetada debaixo da pele, como uma tatuagem. A tatuagem duraria cerca de seis meses, antes de ter que ser renovada.

Para medir o nível de glicose, o paciente teria que usar um monitor que emitiria a luz infra-vermelha na tatuagem para detectar a fluorescência resultante. Uma vantagem desse tipo de sensor é que, ao contrário de algumas moléculas fluorescentes, nanotubos de carbono não são destruídos à exposição de luz. Por causa disso, o sensor consegue realizar uma leitura contínua dos níveis de glicose.

Os engenheiros estão a trabalhar para aumentar a precisão do sensor. Qualquer monitor de glicose deve passar em um teste conhecido como Grade de Erro de Clarke, padrão para esse tipo de medição. O teste, que compara os resultados do sensor com níveis medidos em laboratório, precisa ser muito consistente, uma vez que erros na medição de glicose podem ser fatais.

Os pesquisadores explicaram que os testes em humanos vão demorar alguns anos para acontecer. Contudo, uma bateria de testes em animais deve começar nos próximos meses.




http://web.mit.edu/newsoffice/2010/glucose-tattoo-0528.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sensor wi-fi pode auxiliar no controle da diabetes

Boa notícia para os diabéticos!
A invenção de um sensor que pode ser implantado na pele do paciente promete mudar completamente a forma como a maioria dos diabéticos controla a doença. O sensor tem a capacidade de transmitir constantemente dados sem fios sobre os níveis de glicose no sangue.


O dispositivo é um pouco menor do que uma bolacha recheada – cerca de 3,5cm de largura e um pouco mais de 1cm de espessura – e seria implantado no tronco do paciente. Ele conta com uma antena que transmite dados sem fios, uma bateria que dura a vida inteira e um par de sensores. Um sensor detecta somente oxigênio e o outro, a reação que envolve tanto a oxigênio e glicose. Não importa a densidade do tecido cicatricial ao redor do implante, a combinação de duas sensor permite que o dispositivo calcule corretamente os níveis de glicose no sangue.
A maioria das complicações da diabetes – da cegueira e de ataques cardíacos – pode ser controlada com o monitoramento. O ideal mesmo seria um acompanhamento intensivo, que envolve a retirada de sangue do dedo através de uma picada a cada 15 minutos, tanto de dia quanto de noite. Porém, a maioria dos diabéticos não realiza esse procedimento – até porque, convenhamos, trata-se de algo quase desumano. E é exatamente por isso que o sensor wi-fi seria um alívio para quem sofre da doença.

A mais avançada tecnologia disponível atualmente para o monitoramento contínuo utiliza um sensor do tamanho de agulha que pica profundamente a pele e se conecta através de um cabo ou transmissor sem fio para um monitor. Ele fornece os níveis de açúcar no sangue em tempo próximo do real, mas também é um pouco volumoso e incómodo. Os sensores de agulha deve ser recalibrado diariamente e trocado a cada 3 ou 7 dias; antes que o corpo os incorpore pelo tecido da cicatriz e se torne inútil.

Isso, porém, não será um problema com esse novo sensor wi-fi, como explica o engenheiro da Universidade da Califórnia, David Gough, que liderou a pesquisa. “O sensor foi projetado desde o início para ser um dispositivo a longo prazo, e projetado para operar por períodos muito longos”, garante Gough.



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Programa de Rastreio e Tratamento da Retinopatia Diabética do Algarve, 2009



O que é a Retinopatia Diabética?
O aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) - que caracteriza a diabetes - causa alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina no interior do olho. Os vasos alterados deixam sair líquido e sangue para a retina, reduzindo a visão.
Em alguns casos, desenvolvem-se vasos anormais na retina. Sendo muito frágeis e sangrando facilmente, estes vasos levam à formação de tecido fibroso que repuxa a retina. Neste estádio muito grave, a doença designa-se retinopatia diabética proliferativa


Neste âmbito, não posso deixar de fazer referência ao excelente trabalho da responsabilidade da Administração Regional de Saúde do Algarve, IP, mais concretamente do seu Departamento de Contratualização, conjuntamente com os Hospitais de Faro e Barlavento Algarvio.
Penso que outras regiões do País não terão estes excelentes resultados, com benefício claro e directo para as pessoas com diabetes. Com este empenho, dedicação e preocupação se conseguem alcançar claros ganhos em saúde, com fortes implicações na qualidade de vida dos Diabéticos.
Um exemplo a seguir, este trabalho desenvolvido.

Está disponivel a consulta deste relatório no site

http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1016%3Aprograma-de-rastreio-e-tratamento-da-retinopatia-diabetica-do-algarve-regista-taxa-de-adesao-de-73-no-ano-de-2009&catid=38%3ANoticiasRegionais&Itemid=63

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Doces sem açucar


    Em resposta ao caro leitor Anónimo aos seus 2 comentários do post anterior, tenho que dar-lhe os meus parabéns em primeiro lugar pelos conhecimentos que aparenta possuir sobre os alimentos e a Diabetes: sabe que efectivamente as batatinhas fritas gourmet têm um elevado IG, como se fosse um pecado ingeri-las, mas que realmente também têm um elevadíssimo IS (índice satisfação), que eu talvez designasse por IP (índice de prazer :-))... sabe que os "doces sem açucar" normalmente possuem mais gordura e Kcalorias que aqueles ditos "doces normais".A seu pedido expresso, aqui vai:
Quando vemos produtos com a designação "sem adição de açucar", isso nem sempre significa que esteja completamente isento de açucar. Habitualmente, significa que não houve adição de açucar, apesar de estarem contidos neles os naturais, como por exemplo, açucar da fruta (frutose).Os chocolates ou gelados sem adição de açucar podem conter mais calorias do que as alternativas vulgares. Os alimentos doces como estes contêm frequentemente sorbitol (adoçante), que acabará eventualmente por ser transformado em glicose no fígado (quando ingerido em excesso, pode provocar dores abdominais e diarreia). Por isso é de extrema importância a aprendizagem da leitura dos rótulos dos alimentos!!

Deixo uma lista dos adoçantes não nutritivos (que não provocam aumento de peso, portanto a melhor opção) e os nutritivos (que poderão aumentar o peso):

Não nutritivos: Aspartame, sacarina, acesulfame K, sucralose e ciclamato.
Nutritivos: Frutose, polióis (terminados em "ol"-sorbitol, xilitol, manitol,lactitol) e amido hidrolisado e isomalte.

Quando me questionam como Enfermeira e Diabética acerca destes produtos, costumo dizer para consumirem um gelado à base de iogurte e fruta ou um chocolate de leite normal, com açucar, mas sempre após uma refeição principal, que não irá afectar drasticamente a glicémia. No entanto, se não houver essa possibilidade imediata e lhe apeteça imenso, escolha um produto sem açucar, mas sempre sabendo que provavelmente conterá mais Kcal.

Deixo um exemplo:
15 gr de chocolate de leite com açucar, contém 9 gr de gordura e 150 Kcal
15 gr de chocolate de leite sem adição de açucar contém 11 gr de gordura e 170 Kcal

Próximos posts serão acerca da leitura de rótulos.
Deixo o site da DGS do Programa Nacional contra a Obesidade, que poderá ajudar na escolha dos alimentos mais saudáveis, com informação nutricional muito completa, associado ao exercício físico.

http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/Roda_dos_alimentos.aspx?menuid=245&exmenuid=113&SelMenuId=245

sábado, 3 de julho de 2010

Índice glicémico


Índice glicémico: o que significa?
Sabia que uma alimentação composta por alimentos com baixo nível IG pode contribuir para reduzir o risco de diabetes, ajudar a controlar o colesterol e doenças cardiovasculares?

Todos os dias comemos alguns alimentos que, depois de digeridos, nos fornecem energia para realizarmos as nossas actividades diárias.

A maioria dos alimentos com hidratos de carbono (açúcar, pão, fruta, feijão, bolos, massa, sumos de fruta, arroz…) é digerida no nosso organismo, transformada em glicose e levada pelo sangue a todas as células, sendo o nosso principal “combustível”.

Quando entra na circulação sanguínea, a glicose origina uma subida na glicose sanguínea (glicemia). Esta subida pode ser mais ou menos brusca, conforme os alimentos que ingerimos.

A forma como cada alimento faz subir os níveis de açúcar no sangue é determinada através da avaliação do índice glicémico.

Está provado cientificamente que os alimentos com IG elevado (exemplo do pão branco, refrigerantes, açúcar, batatas fritas) proporcionam uma "explosão" de energia, elevando os níveis de açúcar no sangue de forma violenta.

Os que apresentam valores mais baixos de IG (fruta, leguminosas, alimentos com fibras) acabam por proporcionar uma entrada mais lenta da glicose para o sangue, o que poderá prolongar a sensação de saciedade e retardar o aparecimento da fome e falta de energia.

Esta entrada mais lenta e continuada de glicose na corrente sanguínea faz com que os órgãos e substâncias responsáveis pela regulação da “energia” no nosso organismo trabalhem de forma mais eficiente e não sejam sobrecarregados,isto é, o pâncreas que produz a hormona insulina será menos "espremido".

Certamente já se apercebeu que, quando se alimenta mal, ingerindo alimentos açucarados de forma isolada a meio da manhã, fica inicialmente com uma sensação de euforia e de energia mas que rapidamente se dissipa, dando lugar a uma sensação de cansaço e de quebra.

O mesmo não se passa quando ingere uma refeição equilibrada e com alimentos com valores de índice glicémico mais baixos.

Alimentos que menos afectam a resposta de insulina no sangue são considerados de baixo índice glicémico, e os que afectam muito, de alto índice glicémico. Portanto, as pessoas com diabetes deverão preferir alimentos com baixo IG.


Classificação IG: Baixo: ≤ 55; Médio: 55-70; Elevado: >70

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