sábado, 23 de outubro de 2010
Doce pecado
Hoje apeteceu-me fazer este maravilhoso Brownie, que ficou deliciosoooooooooo :-)
"Não,não,não"...por certo todos os Diabéticos já ouviram muito "não deves comer isto ou aquilo,porque faz mal à Diabetes". Se se referir o facto de a pessoa ter diabetes sempre que se diz "Não", em breve ela vai detestar a doença, que parece estar por trás de todas as limitações.Isto é especialmente verdade nas crianças.Ela vai começar a acreditar que é a Diabetes por si só que torna esta e outras coisas impossíveis.
A mensagem é: claro que pode comer alguns doces ou gelados,mas tem de pensar quando e como os vai comer,de modo a que a sua glicémia não seja demasiado afetada. No fundo trata-se de liberdade com responsabilidade e para a dominar é necessário praticar e experimentar.É importante determinar a glicémia antes e após ingerir um doce depois de ter experimentado algo novo.A primeira tentativa não será perfeita,mas,depois de algumas tentativas,irá aprender melhor como funciona o seu organismo.
Ingira preferencialmente um doce após uma refeição principal,onde estiveram presentes hidratos de carbono de absorção lenta.
Comer demasiados doces também não é bom para as pessoas que não têm Diabetes: fornecem calorias vazias que aumentam o risco de ganhar peso.
Por vezes podemos cometer este pequeno grande pecado :-)
Aqui deixo a receita:
Ingredientes
200g de chocolate meio amargo e 100g de chocolate amargo com 70% de cacau
250g de manteiga sem sal
5 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
1 colher (chá) essência de baunilha
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 chávena de chá de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 chávena de chá de avelãs picadas
Modo de preparação:
1. Pré aqueça o forno a 200ºc. Derreta o chocolate e a manteiga juntos em banho maria ou no microondas. Deixe esfriar por alguns instantes. Numa tigela, bata os ovos juntos com o açúcar e a baunilha. Adicione aos poucos o chocolate derretido com a manteiga e misture bem. Peneire a farinha de trigo juntamente com os outros ingredientes secos e incorpore rapidamente a mistura de ovos e chocolate. Não misture muito pois o seu brownie pode ficar com a massa muito pesada. Incorpore as avelãs e misture rapidamente.
Unte uma forma quadrada e despeje a mistura. Leve ao forno pré aquecido por aproximadamente 25 minutos. A superfície estará com uma crosta e o meio ainda estará "molhado". Retire do forno e deixe esfriar completamente antes de cortar.
Sirva acompanhado de uma bola de gelado de baunilha ou nata no topo do Brownie,regado com uma deliciosa calda de chocolate e um pouco de Licor Baileys.
domingo, 10 de outubro de 2010
Gravidez e Diabetes
Antes de escrever um pouco sobre esta maravilhosa fase da vida, importa reforçar a informação da importância de se planear uma gravidez,englobando, claro está, um bom controlo metabólico,com uma HbA1c abaixo de 6,5%. e,assim que tiver a certeza de estar grávida, recorrer de imediato à sua equipa de saúde.
Nesta fase da vida de uma mulher com Diabetes está sem dúvida presente alguma tensão,mas não existe nenhum motivo para desencorajar estas mulheres a terem filhos. É fundamental que a glicémia esteja bem controlada e semelhante a uma pessoa sem Diabetes,na altura em que há a conceção e durante toda a gravidez (especialmente no início),pois se assim não acontecer existe o risco de o feto ser afetado,com mal formações (o risco aumenta e é enorme quando a HbA1c é superior a 11%), podendo haver complicações no parto:
- O bebé terá a mesma glicémia da mãe, já que a glicose passa livremente através da placenta;
- Uma glicose alta da mãe acelarará o crescimento do bebé, pois ele próprio consegue produzir insulina para metabolisar o açucar extra ( o bebé que produz insulina extra é menos capaz de lidar com a falta parcial de oxigénio,presente até num parto normal). O bebé será grande,o que aumentará o risco de um parto dificil.
- O bebé correrá o risco de desenvolver hipoglicémia nos 1os dias de vida, já que continuará a produzir quantidades consideráveis de insulina (´será controlada cuidadosamente a glicémia do bebé após o parto)
As necessidades de insulina podem diminuir no início da gravidez,ainda mais se a mulher tiver enjoos. Depois vai aumentando continuamente até perto do final da gestação (36-38 semanas),aumentando por vezes até quase o dobro do que antes da gravidez.Este aumento deve-se, em parte, ao aumento de peso durante a gravidez,mas também pelas hormonas produzidas pela placenta, que neutralizam o efeito da insulina.
Períodos curtos de hipoglicémia não são perigosos para o bebé, mas são de evitar,pois o feto também estará com hipoglicémia (daí a importância de comer regularmente).Mas se estes forem graves (com convulsões ou coma) pode ser perigoso. A glicémia baixa pode aumentar os enjoos matinais durante a gravidez, o que pode tornar difícil a ingestão de refeições regulares,resultando em hipoglicémia.
Após o parto a necessidade de insulina diminui. As mães que amamentam precisam de diminuir as doses de insulina para níveis inferiores aos anteriores à gravidez,para evitarem hipoglicémia.Após algumas semanas ou meses,as doses de insulina terão voltado aos níveis de antes da gravidez.Amamentar faz descer a glicémia e é necessário frequentemente um snack com um alto teor de hidratos de carbono antes ou durante a amamentação,podendo ser também reforçados snacks à noite e durante a madrugada.
Outro aspeto a ter em atenção é o desenvolvimento de corpos cetónicos. Durante a gravidez,a produção de corpos cetónicos em períodos de insuficiência de insulina aumenta,o que torna a cetoacidose (estado em que o sangue se torna ácido devido a um nível elevado de corpos cetónicos,quando existe uma deficiência de insulina.Pode desencadear coma diabético) mais provável,o que pode ser grave para a mãe e para o bebé.Por isso,deve verificar-se regularmente a presença de corpos cetónicos no sangue(cetonémia) ou na urina (cetonúria),em especial se se sentir enjoada ou infecção com febre.Este cuidado nestas situações deve estar presente em todos os diabéticos.É necessário assim um snack mesmo antes de deitar,já que diminui o risco de hipoglicémia nocturna e de corpos cetónicos do jejum.Considero importante e útil todos os diabéticos,e ainda mais todas as mulheres grávidas, possuírem um medidor de cetonémia,à partida disponivel nos Centros de Saúde e nas farmácias portuguesas.
A criança poderá vir a ter Diabetes?
Segundo um estudo (Warram J., Martin BC, Krolewski AS. Risk of IDDM in children of diabetic mothers decreases with increasing maternal age at pregnancy. Diabetes 1991;40:1679-1684),o risco de uma criança vir a ter diabetes diminui à medida que a idade da mãe aumenta.Se uma mãe tiver diabetes e mais de 25 anos quando der À luz,o risco da criança vir a ter diabetes não aumenta de modo significativo,em comparação com as crianças cujas mães não têm diabetes.Outro estudo (Bleich D, Polak M, Eisenbarth GS,Jackson RA. Decrease risk of type 1 diabetes in offspring of mothers who acquire diabetes during adrenarchy.Diabetes 1993; 42:1433-39) demonstrou que apenas 3,4% de crianças cujas mães têm diabetes desenvolveram a doença.Também este estudo diz que se a mãe desenvolveu diabetes com 8 anos ou mais cedo,o risco para a criança era consideravelmente maior: 13,9%.
A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
Autor desconhecido
Felicidades as todas as mulheres Diabéticas que tiveram,têm ou terão a maravilhosa experiência e dávida de gerar uma vida, por a qual nutrem ou nutrirão um amor incondicional.
Nesta fase da vida de uma mulher com Diabetes está sem dúvida presente alguma tensão,mas não existe nenhum motivo para desencorajar estas mulheres a terem filhos. É fundamental que a glicémia esteja bem controlada e semelhante a uma pessoa sem Diabetes,na altura em que há a conceção e durante toda a gravidez (especialmente no início),pois se assim não acontecer existe o risco de o feto ser afetado,com mal formações (o risco aumenta e é enorme quando a HbA1c é superior a 11%), podendo haver complicações no parto:
- O bebé terá a mesma glicémia da mãe, já que a glicose passa livremente através da placenta;
- Uma glicose alta da mãe acelarará o crescimento do bebé, pois ele próprio consegue produzir insulina para metabolisar o açucar extra ( o bebé que produz insulina extra é menos capaz de lidar com a falta parcial de oxigénio,presente até num parto normal). O bebé será grande,o que aumentará o risco de um parto dificil.
- O bebé correrá o risco de desenvolver hipoglicémia nos 1os dias de vida, já que continuará a produzir quantidades consideráveis de insulina (´será controlada cuidadosamente a glicémia do bebé após o parto)
As necessidades de insulina podem diminuir no início da gravidez,ainda mais se a mulher tiver enjoos. Depois vai aumentando continuamente até perto do final da gestação (36-38 semanas),aumentando por vezes até quase o dobro do que antes da gravidez.Este aumento deve-se, em parte, ao aumento de peso durante a gravidez,mas também pelas hormonas produzidas pela placenta, que neutralizam o efeito da insulina.
Períodos curtos de hipoglicémia não são perigosos para o bebé, mas são de evitar,pois o feto também estará com hipoglicémia (daí a importância de comer regularmente).Mas se estes forem graves (com convulsões ou coma) pode ser perigoso. A glicémia baixa pode aumentar os enjoos matinais durante a gravidez, o que pode tornar difícil a ingestão de refeições regulares,resultando em hipoglicémia.
Após o parto a necessidade de insulina diminui. As mães que amamentam precisam de diminuir as doses de insulina para níveis inferiores aos anteriores à gravidez,para evitarem hipoglicémia.Após algumas semanas ou meses,as doses de insulina terão voltado aos níveis de antes da gravidez.Amamentar faz descer a glicémia e é necessário frequentemente um snack com um alto teor de hidratos de carbono antes ou durante a amamentação,podendo ser também reforçados snacks à noite e durante a madrugada.
Outro aspeto a ter em atenção é o desenvolvimento de corpos cetónicos. Durante a gravidez,a produção de corpos cetónicos em períodos de insuficiência de insulina aumenta,o que torna a cetoacidose (estado em que o sangue se torna ácido devido a um nível elevado de corpos cetónicos,quando existe uma deficiência de insulina.Pode desencadear coma diabético) mais provável,o que pode ser grave para a mãe e para o bebé.Por isso,deve verificar-se regularmente a presença de corpos cetónicos no sangue(cetonémia) ou na urina (cetonúria),em especial se se sentir enjoada ou infecção com febre.Este cuidado nestas situações deve estar presente em todos os diabéticos.É necessário assim um snack mesmo antes de deitar,já que diminui o risco de hipoglicémia nocturna e de corpos cetónicos do jejum.Considero importante e útil todos os diabéticos,e ainda mais todas as mulheres grávidas, possuírem um medidor de cetonémia,à partida disponivel nos Centros de Saúde e nas farmácias portuguesas.
A criança poderá vir a ter Diabetes?
Segundo um estudo (Warram J., Martin BC, Krolewski AS. Risk of IDDM in children of diabetic mothers decreases with increasing maternal age at pregnancy. Diabetes 1991;40:1679-1684),o risco de uma criança vir a ter diabetes diminui à medida que a idade da mãe aumenta.Se uma mãe tiver diabetes e mais de 25 anos quando der À luz,o risco da criança vir a ter diabetes não aumenta de modo significativo,em comparação com as crianças cujas mães não têm diabetes.Outro estudo (Bleich D, Polak M, Eisenbarth GS,Jackson RA. Decrease risk of type 1 diabetes in offspring of mothers who acquire diabetes during adrenarchy.Diabetes 1993; 42:1433-39) demonstrou que apenas 3,4% de crianças cujas mães têm diabetes desenvolveram a doença.Também este estudo diz que se a mãe desenvolveu diabetes com 8 anos ou mais cedo,o risco para a criança era consideravelmente maior: 13,9%.
A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
Autor desconhecido
Felicidades as todas as mulheres Diabéticas que tiveram,têm ou terão a maravilhosa experiência e dávida de gerar uma vida, por a qual nutrem ou nutrirão um amor incondicional.
sábado, 4 de setembro de 2010
Álcool e Diabetes
O álcool e o fígado.
O álcool neutraliza a capacidade do fígado de produzir nova glicose (neoglicogénese). O fígado pode ainda libertar glicose da reserva de glicogénio ("reservatório" de glicose armazenado no fígado e nas células musculares), mas quando esta se esgotar, a pessoa terá hipoglicémia, inclusivé muitas horas depois da sua ingestão, se não tiver determinadas precauções.É natural que seja necessário diminuir a dose de insulina no dia a seguir de ter bebido.
As bebidas alcoólicas não são proibidas às pessoas com Diabetes.
Os adultos com Diabetes podem beber quantidades moderadas de álcool se comerem simultaneamente ou tiverem ingerido uma refeição com hidratos de carbono de acção prolongada imediatamente antes. Para uma pessoa com diabetes, a ingestão deve ser limitada a uma bebida para as mulheres (definida como uma cerveja de 350 ml, um copo de vinho de 150 ml ou um copo de 45 ml de qualquer bebida destilada), e a duas bebidas para os homens, num dia.
E se bebeu demasiado à noite...
Deve ingerir-se comida extra imediatamente antes de se deitar. Pode come-ser pão ou batatas fritas, já que proporcionarão um aumento lento da glicémia, durante várias horas. Quando for altura da pessoa se deitar, não deve ter-se uma glicémia inferior a 180 mg/dl e reduzir-se a dose de insulina do deitar(se for esse o caso) em 2-4 unidades, para evitar hipoglicémias. Não deve dormir-se até tarde! Ponha o despertador e coma um bom pequeno almoço assim que se acordar na manhã seguinte. Se se sentir mal, verifique a sua glicémia, pois o má disposição pode ser causada por um aumento de glicémia, e não pela "ressaca".
Já agora, adoro cocktail´s, como Margarita, San Francisco, Cinderela, Havana Punch :-), mas só esporadicamente bebo e imediatamente após uma refeição principal com hidratos de carbono. Um prazer excepcional :-)
O álcool neutraliza a capacidade do fígado de produzir nova glicose (neoglicogénese). O fígado pode ainda libertar glicose da reserva de glicogénio ("reservatório" de glicose armazenado no fígado e nas células musculares), mas quando esta se esgotar, a pessoa terá hipoglicémia, inclusivé muitas horas depois da sua ingestão, se não tiver determinadas precauções.É natural que seja necessário diminuir a dose de insulina no dia a seguir de ter bebido.
As bebidas alcoólicas não são proibidas às pessoas com Diabetes.
Os adultos com Diabetes podem beber quantidades moderadas de álcool se comerem simultaneamente ou tiverem ingerido uma refeição com hidratos de carbono de acção prolongada imediatamente antes. Para uma pessoa com diabetes, a ingestão deve ser limitada a uma bebida para as mulheres (definida como uma cerveja de 350 ml, um copo de vinho de 150 ml ou um copo de 45 ml de qualquer bebida destilada), e a duas bebidas para os homens, num dia.
E se bebeu demasiado à noite...
Deve ingerir-se comida extra imediatamente antes de se deitar. Pode come-ser pão ou batatas fritas, já que proporcionarão um aumento lento da glicémia, durante várias horas. Quando for altura da pessoa se deitar, não deve ter-se uma glicémia inferior a 180 mg/dl e reduzir-se a dose de insulina do deitar(se for esse o caso) em 2-4 unidades, para evitar hipoglicémias. Não deve dormir-se até tarde! Ponha o despertador e coma um bom pequeno almoço assim que se acordar na manhã seguinte. Se se sentir mal, verifique a sua glicémia, pois o má disposição pode ser causada por um aumento de glicémia, e não pela "ressaca".
Já agora, adoro cocktail´s, como Margarita, San Francisco, Cinderela, Havana Punch :-), mas só esporadicamente bebo e imediatamente após uma refeição principal com hidratos de carbono. Um prazer excepcional :-)
O que é a Hemoglobina glicada?
A importância da dosagem da hemoglobina glicada - A1C
O que é a hemoglobina glicada?
O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), que era conhecido como hemoglobina glicosilada, é o mais importante na avaliação do controle do diabetes. Ele resume, para o médico e para o paciente, como a doença esteve controlada nos últimos 60 a 90 dias. Durante os 90 dias da sua vida, a hemoglobina (hemácia ou glóbulo vermelho) vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas (ou baixas) durante esse período, haverá um aumento (ou diminuição) da hemoglobina glicada. É por esta razão que, ao analisarmos o quanto a hemoglobina incorporou glicose durante o seu tempo de vida, podemos ter uma excelente ideia da média das taxas de glicose no período.
As dosagens da taxa de glicemia (no laboratório) e da glicemia capilar (ponta de dedo) são parâmetros muito dinâmicos, sofrendo oscilações importantes em razão da influência de fatores como alimentação, exercícios, medicação etc. No entanto, são muito importantes e devem fazer parte do acompanhamento dos diabéticos, com a hemoglobina glicada.
Qual o valor ideal de A1C para um diabético?
O valor de A1C deve ser sempre individualizado pelo médico, levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos frequentes de hipoglicemias.
Os estudos DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) são considerados marcos na diabetologia, pois demonstraram de forma inequívoca que a manutenção de A1C em valores o mais próximo possível do normal é acompanhada de redução significativa do surgimento e da progressão das complicações microvasculares, tanto em diabéticos tipo 1 (DCCT), quanto tipo 2 (UKPDS).
Segundo tais estudos e sugestões de consensos nacionais e internacionais, o valor de A1C mantido abaixo de 7%, promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares da diabetes (retinopatia e nefropatia) e de neuropatia. No entanto, como a correlação entre glicemia e problemas vasculares é um contínuo, para uma boa parcela dos pacientes deve-se tentar atingir o valor mais próximo do normal, que NÃO aumente o número de episódios de hipoglicemias repetidas.
Em algumas situações, é importante a interpretação do médico, que poderá ajustar os valores alvo de A1C em função risco-benefício do advento de hipoglicemias. Incluem-se, nestes casos, crianças menores de sete anos. Da mesma forma, deve-se te rcuidado com indivíduos com idade muito avançada. Os pacientes que já apresentam complicações em estágio avançado (insuficiência renal terminal, doença vascular difusa) ou que são portadores de outras condições clínicas que reduzem a qualidade de vida podem ter como meta de tratamento valores de A1C mais elevados.
O que é a hemoglobina glicada?
O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), que era conhecido como hemoglobina glicosilada, é o mais importante na avaliação do controle do diabetes. Ele resume, para o médico e para o paciente, como a doença esteve controlada nos últimos 60 a 90 dias. Durante os 90 dias da sua vida, a hemoglobina (hemácia ou glóbulo vermelho) vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas (ou baixas) durante esse período, haverá um aumento (ou diminuição) da hemoglobina glicada. É por esta razão que, ao analisarmos o quanto a hemoglobina incorporou glicose durante o seu tempo de vida, podemos ter uma excelente ideia da média das taxas de glicose no período.
As dosagens da taxa de glicemia (no laboratório) e da glicemia capilar (ponta de dedo) são parâmetros muito dinâmicos, sofrendo oscilações importantes em razão da influência de fatores como alimentação, exercícios, medicação etc. No entanto, são muito importantes e devem fazer parte do acompanhamento dos diabéticos, com a hemoglobina glicada.
Qual o valor ideal de A1C para um diabético?
O valor de A1C deve ser sempre individualizado pelo médico, levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos frequentes de hipoglicemias.
Os estudos DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) são considerados marcos na diabetologia, pois demonstraram de forma inequívoca que a manutenção de A1C em valores o mais próximo possível do normal é acompanhada de redução significativa do surgimento e da progressão das complicações microvasculares, tanto em diabéticos tipo 1 (DCCT), quanto tipo 2 (UKPDS).
Segundo tais estudos e sugestões de consensos nacionais e internacionais, o valor de A1C mantido abaixo de 7%, promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares da diabetes (retinopatia e nefropatia) e de neuropatia. No entanto, como a correlação entre glicemia e problemas vasculares é um contínuo, para uma boa parcela dos pacientes deve-se tentar atingir o valor mais próximo do normal, que NÃO aumente o número de episódios de hipoglicemias repetidas.
Em algumas situações, é importante a interpretação do médico, que poderá ajustar os valores alvo de A1C em função risco-benefício do advento de hipoglicemias. Incluem-se, nestes casos, crianças menores de sete anos. Da mesma forma, deve-se te rcuidado com indivíduos com idade muito avançada. Os pacientes que já apresentam complicações em estágio avançado (insuficiência renal terminal, doença vascular difusa) ou que são portadores de outras condições clínicas que reduzem a qualidade de vida podem ter como meta de tratamento valores de A1C mais elevados.
Monitor de glicémia USB
Os usuários de monitores de glicemia sabem que o pequeno aparelho não tem capacidade de guardar muitas medições e você acaba por necessitar de um pequeno caderno para anotar as suas aferições dia a dia, o que não é muito prático.
Para aliviar os usuários desta necessidade, um laboratório lançou em alguns Países um medidor que é bem parecido com os actuais, mas tem uma ponta com USB que serve para realizar um backup de todas as medições dentro de um programa especial desenvolvido pela própria empresa.
O medidor funciona como qualquer um que existe no mercado, só que tem um ecrã colorido e um fácil acesso para as suas medições com horário e data, o limite de medições é de 2 mil, quando chega a esse número é que o programa entra em acção, ele funciona como um caderno de anotações de todas as medidas de glicose que o aparelho acusou no seu sangue, auxiliando no controle contínuo feito pelo usuário.
Este dispositivos ainda não foi lançado em Portugal, esperando que isso aconteça num futuro bastante próximo.
Para aliviar os usuários desta necessidade, um laboratório lançou em alguns Países um medidor que é bem parecido com os actuais, mas tem uma ponta com USB que serve para realizar um backup de todas as medições dentro de um programa especial desenvolvido pela própria empresa.
O medidor funciona como qualquer um que existe no mercado, só que tem um ecrã colorido e um fácil acesso para as suas medições com horário e data, o limite de medições é de 2 mil, quando chega a esse número é que o programa entra em acção, ele funciona como um caderno de anotações de todas as medidas de glicose que o aparelho acusou no seu sangue, auxiliando no controle contínuo feito pelo usuário.
Este dispositivos ainda não foi lançado em Portugal, esperando que isso aconteça num futuro bastante próximo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Diabetes em Portugal - factos e números (Observatório Nacional da Diabetes)
Leia um breve resumo e tenha acesso ao documento em:
"Tatuagem" pode ajudar Diabéticos a monitorizar o açucar no sangue
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram nanotubos de carbono que podem ser injetados debaixo da pele para analisar o nível de glicose no sangue. Com isso, os engenheiros querem criar uma tinta que poderia ser usada para aplicar em diabéticos aumentando a capacidade de monitorização de glicose. Isso ajudaria a controlar melhor a doença.
Atualmente, um dos meios para que um diabético monitorize o nível de glicose no organismo é fazer um pequeno furo no dedo para a colheita de uma gota de sangue. A análise é feita por um aparelho e o procedimento deve ser repetido várias vezes por dia. Uma alternativa melhor seria medir o nível de glicose continuamente, por meio de injeção de enzimas que quebram a glicose. Com isso, um eletrodo posicionado na pele interage com um sub-produto dessa quebra, o peróxido de hidrogênio, permitindo que os níveis de glicose sejam indiretamente mensurados. Porém, nenhum dos eletrodos disponíveis atualmente foi aprovado para uso por mais de sete dias.
Agora, os engenheiros Paul Barone e Michael Strano, ambos do MIT, estão a utilizar nanotubos de carbono envolvidos em um polímero que é sensível a concentrações de glicose. Quando os sensores se encontram com a glicose, os nanotubos ficam fluorescentes, e portanto, podendo ser detectados por uma luz infra-vermelha. A concentração de glicose pode ser medida pela quantidade de fluorescência.
Com isso, os pesquisadores pretendem criar uma espécie de tinta que teria essas nanopartículas em suspensão numa solução salina e que poderia ser injetada debaixo da pele, como uma tatuagem. A tatuagem duraria cerca de seis meses, antes de ter que ser renovada.
Para medir o nível de glicose, o paciente teria que usar um monitor que emitiria a luz infra-vermelha na tatuagem para detectar a fluorescência resultante. Uma vantagem desse tipo de sensor é que, ao contrário de algumas moléculas fluorescentes, nanotubos de carbono não são destruídos à exposição de luz. Por causa disso, o sensor consegue realizar uma leitura contínua dos níveis de glicose.
Os engenheiros estão a trabalhar para aumentar a precisão do sensor. Qualquer monitor de glicose deve passar em um teste conhecido como Grade de Erro de Clarke, padrão para esse tipo de medição. O teste, que compara os resultados do sensor com níveis medidos em laboratório, precisa ser muito consistente, uma vez que erros na medição de glicose podem ser fatais.
Os pesquisadores explicaram que os testes em humanos vão demorar alguns anos para acontecer. Contudo, uma bateria de testes em animais deve começar nos próximos meses.
http://web.mit.edu/newsoffice/2010/glucose-tattoo-0528.html
Atualmente, um dos meios para que um diabético monitorize o nível de glicose no organismo é fazer um pequeno furo no dedo para a colheita de uma gota de sangue. A análise é feita por um aparelho e o procedimento deve ser repetido várias vezes por dia. Uma alternativa melhor seria medir o nível de glicose continuamente, por meio de injeção de enzimas que quebram a glicose. Com isso, um eletrodo posicionado na pele interage com um sub-produto dessa quebra, o peróxido de hidrogênio, permitindo que os níveis de glicose sejam indiretamente mensurados. Porém, nenhum dos eletrodos disponíveis atualmente foi aprovado para uso por mais de sete dias.
Agora, os engenheiros Paul Barone e Michael Strano, ambos do MIT, estão a utilizar nanotubos de carbono envolvidos em um polímero que é sensível a concentrações de glicose. Quando os sensores se encontram com a glicose, os nanotubos ficam fluorescentes, e portanto, podendo ser detectados por uma luz infra-vermelha. A concentração de glicose pode ser medida pela quantidade de fluorescência.
Com isso, os pesquisadores pretendem criar uma espécie de tinta que teria essas nanopartículas em suspensão numa solução salina e que poderia ser injetada debaixo da pele, como uma tatuagem. A tatuagem duraria cerca de seis meses, antes de ter que ser renovada.
Para medir o nível de glicose, o paciente teria que usar um monitor que emitiria a luz infra-vermelha na tatuagem para detectar a fluorescência resultante. Uma vantagem desse tipo de sensor é que, ao contrário de algumas moléculas fluorescentes, nanotubos de carbono não são destruídos à exposição de luz. Por causa disso, o sensor consegue realizar uma leitura contínua dos níveis de glicose.
Os engenheiros estão a trabalhar para aumentar a precisão do sensor. Qualquer monitor de glicose deve passar em um teste conhecido como Grade de Erro de Clarke, padrão para esse tipo de medição. O teste, que compara os resultados do sensor com níveis medidos em laboratório, precisa ser muito consistente, uma vez que erros na medição de glicose podem ser fatais.
Os pesquisadores explicaram que os testes em humanos vão demorar alguns anos para acontecer. Contudo, uma bateria de testes em animais deve começar nos próximos meses.
http://web.mit.edu/newsoffice/2010/glucose-tattoo-0528.html
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