domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
A minha "ementa" de Natal
Após a Ceia de Natal com o tradicional bacalhau com todos, aqui estão umas fotos dos meus doces prediletos Natalícios...todos Sem Açucar(com adoçante), igualmente bons àqueles confeccionados com o comum açucar. Que delíciaaaaaa...
| Aletria |
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Feliz Natal
Desejo a todos um Maravilhoso Natal...e comam um belo docinho natalício !!!!! (sem excessos,é claro)
domingo, 14 de novembro de 2010
Sem Açucar, com afecto
Neste Dia Mundial da Diabetes (e do meu aniversário), um dos meus muitos doces presentes, do meu Doce namorado,com muitoooooo afecto...aqui fica esta sugestão de leitura.
domingo, 7 de novembro de 2010
14 de Novembro-DIA MUNDIAL DA DIABETES...e também o MEU DIA!!
Segundo os dados do relatório do Observatório Nacional da Diabetes “Diabetes 2009: Factos e números”, Portugal tem mais de 900 mil diabéticos, o equivalente a 11,7% da população, entre os 20 e os 79 anos, estimando-se cerca de 400 mil não diagnosticados.
O Dia Mundial da Diabetes, instituído em 1991 pela Federação Internacional da Diabetes e a Organização Mundial de Saúde, comemora o aniversário de Frederick Banting que, com Charles Best, identificaram pela primeira vez a insulina.Um dia abençoado, sem dúvida...
Frederick Banting: o responsável por eu e todas as pessoas com Diabetes tipo 1 estarmos hoje vivos. Médico que em 1921 descobriu a Insulina :-)
PORQUE A DIABETES NÃO É UM ESTADO...É UMA CONDIÇÃO!!
sábado, 23 de outubro de 2010
Doce pecado
Hoje apeteceu-me fazer este maravilhoso Brownie, que ficou deliciosoooooooooo :-)
"Não,não,não"...por certo todos os Diabéticos já ouviram muito "não deves comer isto ou aquilo,porque faz mal à Diabetes". Se se referir o facto de a pessoa ter diabetes sempre que se diz "Não", em breve ela vai detestar a doença, que parece estar por trás de todas as limitações.Isto é especialmente verdade nas crianças.Ela vai começar a acreditar que é a Diabetes por si só que torna esta e outras coisas impossíveis.
A mensagem é: claro que pode comer alguns doces ou gelados,mas tem de pensar quando e como os vai comer,de modo a que a sua glicémia não seja demasiado afetada. No fundo trata-se de liberdade com responsabilidade e para a dominar é necessário praticar e experimentar.É importante determinar a glicémia antes e após ingerir um doce depois de ter experimentado algo novo.A primeira tentativa não será perfeita,mas,depois de algumas tentativas,irá aprender melhor como funciona o seu organismo.
Ingira preferencialmente um doce após uma refeição principal,onde estiveram presentes hidratos de carbono de absorção lenta.
Comer demasiados doces também não é bom para as pessoas que não têm Diabetes: fornecem calorias vazias que aumentam o risco de ganhar peso.
Por vezes podemos cometer este pequeno grande pecado :-)
Aqui deixo a receita:
Ingredientes
200g de chocolate meio amargo e 100g de chocolate amargo com 70% de cacau
250g de manteiga sem sal
5 ovos
2 chávenas de chá de açúcar
1 colher (chá) essência de baunilha
2 colheres (sopa) de cacau em pó
1 chávena de chá de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 chávena de chá de avelãs picadas
Modo de preparação:
1. Pré aqueça o forno a 200ºc. Derreta o chocolate e a manteiga juntos em banho maria ou no microondas. Deixe esfriar por alguns instantes. Numa tigela, bata os ovos juntos com o açúcar e a baunilha. Adicione aos poucos o chocolate derretido com a manteiga e misture bem. Peneire a farinha de trigo juntamente com os outros ingredientes secos e incorpore rapidamente a mistura de ovos e chocolate. Não misture muito pois o seu brownie pode ficar com a massa muito pesada. Incorpore as avelãs e misture rapidamente.
Unte uma forma quadrada e despeje a mistura. Leve ao forno pré aquecido por aproximadamente 25 minutos. A superfície estará com uma crosta e o meio ainda estará "molhado". Retire do forno e deixe esfriar completamente antes de cortar.
Sirva acompanhado de uma bola de gelado de baunilha ou nata no topo do Brownie,regado com uma deliciosa calda de chocolate e um pouco de Licor Baileys.
domingo, 10 de outubro de 2010
Gravidez e Diabetes
Antes de escrever um pouco sobre esta maravilhosa fase da vida, importa reforçar a informação da importância de se planear uma gravidez,englobando, claro está, um bom controlo metabólico,com uma HbA1c abaixo de 6,5%. e,assim que tiver a certeza de estar grávida, recorrer de imediato à sua equipa de saúde.
Nesta fase da vida de uma mulher com Diabetes está sem dúvida presente alguma tensão,mas não existe nenhum motivo para desencorajar estas mulheres a terem filhos. É fundamental que a glicémia esteja bem controlada e semelhante a uma pessoa sem Diabetes,na altura em que há a conceção e durante toda a gravidez (especialmente no início),pois se assim não acontecer existe o risco de o feto ser afetado,com mal formações (o risco aumenta e é enorme quando a HbA1c é superior a 11%), podendo haver complicações no parto:
- O bebé terá a mesma glicémia da mãe, já que a glicose passa livremente através da placenta;
- Uma glicose alta da mãe acelarará o crescimento do bebé, pois ele próprio consegue produzir insulina para metabolisar o açucar extra ( o bebé que produz insulina extra é menos capaz de lidar com a falta parcial de oxigénio,presente até num parto normal). O bebé será grande,o que aumentará o risco de um parto dificil.
- O bebé correrá o risco de desenvolver hipoglicémia nos 1os dias de vida, já que continuará a produzir quantidades consideráveis de insulina (´será controlada cuidadosamente a glicémia do bebé após o parto)
As necessidades de insulina podem diminuir no início da gravidez,ainda mais se a mulher tiver enjoos. Depois vai aumentando continuamente até perto do final da gestação (36-38 semanas),aumentando por vezes até quase o dobro do que antes da gravidez.Este aumento deve-se, em parte, ao aumento de peso durante a gravidez,mas também pelas hormonas produzidas pela placenta, que neutralizam o efeito da insulina.
Períodos curtos de hipoglicémia não são perigosos para o bebé, mas são de evitar,pois o feto também estará com hipoglicémia (daí a importância de comer regularmente).Mas se estes forem graves (com convulsões ou coma) pode ser perigoso. A glicémia baixa pode aumentar os enjoos matinais durante a gravidez, o que pode tornar difícil a ingestão de refeições regulares,resultando em hipoglicémia.
Após o parto a necessidade de insulina diminui. As mães que amamentam precisam de diminuir as doses de insulina para níveis inferiores aos anteriores à gravidez,para evitarem hipoglicémia.Após algumas semanas ou meses,as doses de insulina terão voltado aos níveis de antes da gravidez.Amamentar faz descer a glicémia e é necessário frequentemente um snack com um alto teor de hidratos de carbono antes ou durante a amamentação,podendo ser também reforçados snacks à noite e durante a madrugada.
Outro aspeto a ter em atenção é o desenvolvimento de corpos cetónicos. Durante a gravidez,a produção de corpos cetónicos em períodos de insuficiência de insulina aumenta,o que torna a cetoacidose (estado em que o sangue se torna ácido devido a um nível elevado de corpos cetónicos,quando existe uma deficiência de insulina.Pode desencadear coma diabético) mais provável,o que pode ser grave para a mãe e para o bebé.Por isso,deve verificar-se regularmente a presença de corpos cetónicos no sangue(cetonémia) ou na urina (cetonúria),em especial se se sentir enjoada ou infecção com febre.Este cuidado nestas situações deve estar presente em todos os diabéticos.É necessário assim um snack mesmo antes de deitar,já que diminui o risco de hipoglicémia nocturna e de corpos cetónicos do jejum.Considero importante e útil todos os diabéticos,e ainda mais todas as mulheres grávidas, possuírem um medidor de cetonémia,à partida disponivel nos Centros de Saúde e nas farmácias portuguesas.
A criança poderá vir a ter Diabetes?
Segundo um estudo (Warram J., Martin BC, Krolewski AS. Risk of IDDM in children of diabetic mothers decreases with increasing maternal age at pregnancy. Diabetes 1991;40:1679-1684),o risco de uma criança vir a ter diabetes diminui à medida que a idade da mãe aumenta.Se uma mãe tiver diabetes e mais de 25 anos quando der À luz,o risco da criança vir a ter diabetes não aumenta de modo significativo,em comparação com as crianças cujas mães não têm diabetes.Outro estudo (Bleich D, Polak M, Eisenbarth GS,Jackson RA. Decrease risk of type 1 diabetes in offspring of mothers who acquire diabetes during adrenarchy.Diabetes 1993; 42:1433-39) demonstrou que apenas 3,4% de crianças cujas mães têm diabetes desenvolveram a doença.Também este estudo diz que se a mãe desenvolveu diabetes com 8 anos ou mais cedo,o risco para a criança era consideravelmente maior: 13,9%.
A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
Autor desconhecido
Felicidades as todas as mulheres Diabéticas que tiveram,têm ou terão a maravilhosa experiência e dávida de gerar uma vida, por a qual nutrem ou nutrirão um amor incondicional.
Nesta fase da vida de uma mulher com Diabetes está sem dúvida presente alguma tensão,mas não existe nenhum motivo para desencorajar estas mulheres a terem filhos. É fundamental que a glicémia esteja bem controlada e semelhante a uma pessoa sem Diabetes,na altura em que há a conceção e durante toda a gravidez (especialmente no início),pois se assim não acontecer existe o risco de o feto ser afetado,com mal formações (o risco aumenta e é enorme quando a HbA1c é superior a 11%), podendo haver complicações no parto:
- O bebé terá a mesma glicémia da mãe, já que a glicose passa livremente através da placenta;
- Uma glicose alta da mãe acelarará o crescimento do bebé, pois ele próprio consegue produzir insulina para metabolisar o açucar extra ( o bebé que produz insulina extra é menos capaz de lidar com a falta parcial de oxigénio,presente até num parto normal). O bebé será grande,o que aumentará o risco de um parto dificil.
- O bebé correrá o risco de desenvolver hipoglicémia nos 1os dias de vida, já que continuará a produzir quantidades consideráveis de insulina (´será controlada cuidadosamente a glicémia do bebé após o parto)
As necessidades de insulina podem diminuir no início da gravidez,ainda mais se a mulher tiver enjoos. Depois vai aumentando continuamente até perto do final da gestação (36-38 semanas),aumentando por vezes até quase o dobro do que antes da gravidez.Este aumento deve-se, em parte, ao aumento de peso durante a gravidez,mas também pelas hormonas produzidas pela placenta, que neutralizam o efeito da insulina.
Períodos curtos de hipoglicémia não são perigosos para o bebé, mas são de evitar,pois o feto também estará com hipoglicémia (daí a importância de comer regularmente).Mas se estes forem graves (com convulsões ou coma) pode ser perigoso. A glicémia baixa pode aumentar os enjoos matinais durante a gravidez, o que pode tornar difícil a ingestão de refeições regulares,resultando em hipoglicémia.
Após o parto a necessidade de insulina diminui. As mães que amamentam precisam de diminuir as doses de insulina para níveis inferiores aos anteriores à gravidez,para evitarem hipoglicémia.Após algumas semanas ou meses,as doses de insulina terão voltado aos níveis de antes da gravidez.Amamentar faz descer a glicémia e é necessário frequentemente um snack com um alto teor de hidratos de carbono antes ou durante a amamentação,podendo ser também reforçados snacks à noite e durante a madrugada.
Outro aspeto a ter em atenção é o desenvolvimento de corpos cetónicos. Durante a gravidez,a produção de corpos cetónicos em períodos de insuficiência de insulina aumenta,o que torna a cetoacidose (estado em que o sangue se torna ácido devido a um nível elevado de corpos cetónicos,quando existe uma deficiência de insulina.Pode desencadear coma diabético) mais provável,o que pode ser grave para a mãe e para o bebé.Por isso,deve verificar-se regularmente a presença de corpos cetónicos no sangue(cetonémia) ou na urina (cetonúria),em especial se se sentir enjoada ou infecção com febre.Este cuidado nestas situações deve estar presente em todos os diabéticos.É necessário assim um snack mesmo antes de deitar,já que diminui o risco de hipoglicémia nocturna e de corpos cetónicos do jejum.Considero importante e útil todos os diabéticos,e ainda mais todas as mulheres grávidas, possuírem um medidor de cetonémia,à partida disponivel nos Centros de Saúde e nas farmácias portuguesas.
A criança poderá vir a ter Diabetes?
Segundo um estudo (Warram J., Martin BC, Krolewski AS. Risk of IDDM in children of diabetic mothers decreases with increasing maternal age at pregnancy. Diabetes 1991;40:1679-1684),o risco de uma criança vir a ter diabetes diminui à medida que a idade da mãe aumenta.Se uma mãe tiver diabetes e mais de 25 anos quando der À luz,o risco da criança vir a ter diabetes não aumenta de modo significativo,em comparação com as crianças cujas mães não têm diabetes.Outro estudo (Bleich D, Polak M, Eisenbarth GS,Jackson RA. Decrease risk of type 1 diabetes in offspring of mothers who acquire diabetes during adrenarchy.Diabetes 1993; 42:1433-39) demonstrou que apenas 3,4% de crianças cujas mães têm diabetes desenvolveram a doença.Também este estudo diz que se a mãe desenvolveu diabetes com 8 anos ou mais cedo,o risco para a criança era consideravelmente maior: 13,9%.
A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
Autor desconhecido
Felicidades as todas as mulheres Diabéticas que tiveram,têm ou terão a maravilhosa experiência e dávida de gerar uma vida, por a qual nutrem ou nutrirão um amor incondicional.
sábado, 4 de setembro de 2010
Álcool e Diabetes
O álcool e o fígado.
O álcool neutraliza a capacidade do fígado de produzir nova glicose (neoglicogénese). O fígado pode ainda libertar glicose da reserva de glicogénio ("reservatório" de glicose armazenado no fígado e nas células musculares), mas quando esta se esgotar, a pessoa terá hipoglicémia, inclusivé muitas horas depois da sua ingestão, se não tiver determinadas precauções.É natural que seja necessário diminuir a dose de insulina no dia a seguir de ter bebido.
As bebidas alcoólicas não são proibidas às pessoas com Diabetes.
Os adultos com Diabetes podem beber quantidades moderadas de álcool se comerem simultaneamente ou tiverem ingerido uma refeição com hidratos de carbono de acção prolongada imediatamente antes. Para uma pessoa com diabetes, a ingestão deve ser limitada a uma bebida para as mulheres (definida como uma cerveja de 350 ml, um copo de vinho de 150 ml ou um copo de 45 ml de qualquer bebida destilada), e a duas bebidas para os homens, num dia.
E se bebeu demasiado à noite...
Deve ingerir-se comida extra imediatamente antes de se deitar. Pode come-ser pão ou batatas fritas, já que proporcionarão um aumento lento da glicémia, durante várias horas. Quando for altura da pessoa se deitar, não deve ter-se uma glicémia inferior a 180 mg/dl e reduzir-se a dose de insulina do deitar(se for esse o caso) em 2-4 unidades, para evitar hipoglicémias. Não deve dormir-se até tarde! Ponha o despertador e coma um bom pequeno almoço assim que se acordar na manhã seguinte. Se se sentir mal, verifique a sua glicémia, pois o má disposição pode ser causada por um aumento de glicémia, e não pela "ressaca".
Já agora, adoro cocktail´s, como Margarita, San Francisco, Cinderela, Havana Punch :-), mas só esporadicamente bebo e imediatamente após uma refeição principal com hidratos de carbono. Um prazer excepcional :-)
O álcool neutraliza a capacidade do fígado de produzir nova glicose (neoglicogénese). O fígado pode ainda libertar glicose da reserva de glicogénio ("reservatório" de glicose armazenado no fígado e nas células musculares), mas quando esta se esgotar, a pessoa terá hipoglicémia, inclusivé muitas horas depois da sua ingestão, se não tiver determinadas precauções.É natural que seja necessário diminuir a dose de insulina no dia a seguir de ter bebido.
As bebidas alcoólicas não são proibidas às pessoas com Diabetes.
Os adultos com Diabetes podem beber quantidades moderadas de álcool se comerem simultaneamente ou tiverem ingerido uma refeição com hidratos de carbono de acção prolongada imediatamente antes. Para uma pessoa com diabetes, a ingestão deve ser limitada a uma bebida para as mulheres (definida como uma cerveja de 350 ml, um copo de vinho de 150 ml ou um copo de 45 ml de qualquer bebida destilada), e a duas bebidas para os homens, num dia.
E se bebeu demasiado à noite...
Deve ingerir-se comida extra imediatamente antes de se deitar. Pode come-ser pão ou batatas fritas, já que proporcionarão um aumento lento da glicémia, durante várias horas. Quando for altura da pessoa se deitar, não deve ter-se uma glicémia inferior a 180 mg/dl e reduzir-se a dose de insulina do deitar(se for esse o caso) em 2-4 unidades, para evitar hipoglicémias. Não deve dormir-se até tarde! Ponha o despertador e coma um bom pequeno almoço assim que se acordar na manhã seguinte. Se se sentir mal, verifique a sua glicémia, pois o má disposição pode ser causada por um aumento de glicémia, e não pela "ressaca".
Já agora, adoro cocktail´s, como Margarita, San Francisco, Cinderela, Havana Punch :-), mas só esporadicamente bebo e imediatamente após uma refeição principal com hidratos de carbono. Um prazer excepcional :-)
O que é a Hemoglobina glicada?
A importância da dosagem da hemoglobina glicada - A1C
O que é a hemoglobina glicada?
O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), que era conhecido como hemoglobina glicosilada, é o mais importante na avaliação do controle do diabetes. Ele resume, para o médico e para o paciente, como a doença esteve controlada nos últimos 60 a 90 dias. Durante os 90 dias da sua vida, a hemoglobina (hemácia ou glóbulo vermelho) vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas (ou baixas) durante esse período, haverá um aumento (ou diminuição) da hemoglobina glicada. É por esta razão que, ao analisarmos o quanto a hemoglobina incorporou glicose durante o seu tempo de vida, podemos ter uma excelente ideia da média das taxas de glicose no período.
As dosagens da taxa de glicemia (no laboratório) e da glicemia capilar (ponta de dedo) são parâmetros muito dinâmicos, sofrendo oscilações importantes em razão da influência de fatores como alimentação, exercícios, medicação etc. No entanto, são muito importantes e devem fazer parte do acompanhamento dos diabéticos, com a hemoglobina glicada.
Qual o valor ideal de A1C para um diabético?
O valor de A1C deve ser sempre individualizado pelo médico, levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos frequentes de hipoglicemias.
Os estudos DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) são considerados marcos na diabetologia, pois demonstraram de forma inequívoca que a manutenção de A1C em valores o mais próximo possível do normal é acompanhada de redução significativa do surgimento e da progressão das complicações microvasculares, tanto em diabéticos tipo 1 (DCCT), quanto tipo 2 (UKPDS).
Segundo tais estudos e sugestões de consensos nacionais e internacionais, o valor de A1C mantido abaixo de 7%, promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares da diabetes (retinopatia e nefropatia) e de neuropatia. No entanto, como a correlação entre glicemia e problemas vasculares é um contínuo, para uma boa parcela dos pacientes deve-se tentar atingir o valor mais próximo do normal, que NÃO aumente o número de episódios de hipoglicemias repetidas.
Em algumas situações, é importante a interpretação do médico, que poderá ajustar os valores alvo de A1C em função risco-benefício do advento de hipoglicemias. Incluem-se, nestes casos, crianças menores de sete anos. Da mesma forma, deve-se te rcuidado com indivíduos com idade muito avançada. Os pacientes que já apresentam complicações em estágio avançado (insuficiência renal terminal, doença vascular difusa) ou que são portadores de outras condições clínicas que reduzem a qualidade de vida podem ter como meta de tratamento valores de A1C mais elevados.
O que é a hemoglobina glicada?
O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), que era conhecido como hemoglobina glicosilada, é o mais importante na avaliação do controle do diabetes. Ele resume, para o médico e para o paciente, como a doença esteve controlada nos últimos 60 a 90 dias. Durante os 90 dias da sua vida, a hemoglobina (hemácia ou glóbulo vermelho) vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas (ou baixas) durante esse período, haverá um aumento (ou diminuição) da hemoglobina glicada. É por esta razão que, ao analisarmos o quanto a hemoglobina incorporou glicose durante o seu tempo de vida, podemos ter uma excelente ideia da média das taxas de glicose no período.
As dosagens da taxa de glicemia (no laboratório) e da glicemia capilar (ponta de dedo) são parâmetros muito dinâmicos, sofrendo oscilações importantes em razão da influência de fatores como alimentação, exercícios, medicação etc. No entanto, são muito importantes e devem fazer parte do acompanhamento dos diabéticos, com a hemoglobina glicada.
Qual o valor ideal de A1C para um diabético?
O valor de A1C deve ser sempre individualizado pelo médico, levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos frequentes de hipoglicemias.
Os estudos DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) e UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study) são considerados marcos na diabetologia, pois demonstraram de forma inequívoca que a manutenção de A1C em valores o mais próximo possível do normal é acompanhada de redução significativa do surgimento e da progressão das complicações microvasculares, tanto em diabéticos tipo 1 (DCCT), quanto tipo 2 (UKPDS).
Segundo tais estudos e sugestões de consensos nacionais e internacionais, o valor de A1C mantido abaixo de 7%, promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares da diabetes (retinopatia e nefropatia) e de neuropatia. No entanto, como a correlação entre glicemia e problemas vasculares é um contínuo, para uma boa parcela dos pacientes deve-se tentar atingir o valor mais próximo do normal, que NÃO aumente o número de episódios de hipoglicemias repetidas.
Em algumas situações, é importante a interpretação do médico, que poderá ajustar os valores alvo de A1C em função risco-benefício do advento de hipoglicemias. Incluem-se, nestes casos, crianças menores de sete anos. Da mesma forma, deve-se te rcuidado com indivíduos com idade muito avançada. Os pacientes que já apresentam complicações em estágio avançado (insuficiência renal terminal, doença vascular difusa) ou que são portadores de outras condições clínicas que reduzem a qualidade de vida podem ter como meta de tratamento valores de A1C mais elevados.
Monitor de glicémia USB
Os usuários de monitores de glicemia sabem que o pequeno aparelho não tem capacidade de guardar muitas medições e você acaba por necessitar de um pequeno caderno para anotar as suas aferições dia a dia, o que não é muito prático.
Para aliviar os usuários desta necessidade, um laboratório lançou em alguns Países um medidor que é bem parecido com os actuais, mas tem uma ponta com USB que serve para realizar um backup de todas as medições dentro de um programa especial desenvolvido pela própria empresa.
O medidor funciona como qualquer um que existe no mercado, só que tem um ecrã colorido e um fácil acesso para as suas medições com horário e data, o limite de medições é de 2 mil, quando chega a esse número é que o programa entra em acção, ele funciona como um caderno de anotações de todas as medidas de glicose que o aparelho acusou no seu sangue, auxiliando no controle contínuo feito pelo usuário.
Este dispositivos ainda não foi lançado em Portugal, esperando que isso aconteça num futuro bastante próximo.
Para aliviar os usuários desta necessidade, um laboratório lançou em alguns Países um medidor que é bem parecido com os actuais, mas tem uma ponta com USB que serve para realizar um backup de todas as medições dentro de um programa especial desenvolvido pela própria empresa.
O medidor funciona como qualquer um que existe no mercado, só que tem um ecrã colorido e um fácil acesso para as suas medições com horário e data, o limite de medições é de 2 mil, quando chega a esse número é que o programa entra em acção, ele funciona como um caderno de anotações de todas as medidas de glicose que o aparelho acusou no seu sangue, auxiliando no controle contínuo feito pelo usuário.
Este dispositivos ainda não foi lançado em Portugal, esperando que isso aconteça num futuro bastante próximo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Diabetes em Portugal - factos e números (Observatório Nacional da Diabetes)
Leia um breve resumo e tenha acesso ao documento em:
"Tatuagem" pode ajudar Diabéticos a monitorizar o açucar no sangue
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram nanotubos de carbono que podem ser injetados debaixo da pele para analisar o nível de glicose no sangue. Com isso, os engenheiros querem criar uma tinta que poderia ser usada para aplicar em diabéticos aumentando a capacidade de monitorização de glicose. Isso ajudaria a controlar melhor a doença.
Atualmente, um dos meios para que um diabético monitorize o nível de glicose no organismo é fazer um pequeno furo no dedo para a colheita de uma gota de sangue. A análise é feita por um aparelho e o procedimento deve ser repetido várias vezes por dia. Uma alternativa melhor seria medir o nível de glicose continuamente, por meio de injeção de enzimas que quebram a glicose. Com isso, um eletrodo posicionado na pele interage com um sub-produto dessa quebra, o peróxido de hidrogênio, permitindo que os níveis de glicose sejam indiretamente mensurados. Porém, nenhum dos eletrodos disponíveis atualmente foi aprovado para uso por mais de sete dias.
Agora, os engenheiros Paul Barone e Michael Strano, ambos do MIT, estão a utilizar nanotubos de carbono envolvidos em um polímero que é sensível a concentrações de glicose. Quando os sensores se encontram com a glicose, os nanotubos ficam fluorescentes, e portanto, podendo ser detectados por uma luz infra-vermelha. A concentração de glicose pode ser medida pela quantidade de fluorescência.
Com isso, os pesquisadores pretendem criar uma espécie de tinta que teria essas nanopartículas em suspensão numa solução salina e que poderia ser injetada debaixo da pele, como uma tatuagem. A tatuagem duraria cerca de seis meses, antes de ter que ser renovada.
Para medir o nível de glicose, o paciente teria que usar um monitor que emitiria a luz infra-vermelha na tatuagem para detectar a fluorescência resultante. Uma vantagem desse tipo de sensor é que, ao contrário de algumas moléculas fluorescentes, nanotubos de carbono não são destruídos à exposição de luz. Por causa disso, o sensor consegue realizar uma leitura contínua dos níveis de glicose.
Os engenheiros estão a trabalhar para aumentar a precisão do sensor. Qualquer monitor de glicose deve passar em um teste conhecido como Grade de Erro de Clarke, padrão para esse tipo de medição. O teste, que compara os resultados do sensor com níveis medidos em laboratório, precisa ser muito consistente, uma vez que erros na medição de glicose podem ser fatais.
Os pesquisadores explicaram que os testes em humanos vão demorar alguns anos para acontecer. Contudo, uma bateria de testes em animais deve começar nos próximos meses.
http://web.mit.edu/newsoffice/2010/glucose-tattoo-0528.html
Atualmente, um dos meios para que um diabético monitorize o nível de glicose no organismo é fazer um pequeno furo no dedo para a colheita de uma gota de sangue. A análise é feita por um aparelho e o procedimento deve ser repetido várias vezes por dia. Uma alternativa melhor seria medir o nível de glicose continuamente, por meio de injeção de enzimas que quebram a glicose. Com isso, um eletrodo posicionado na pele interage com um sub-produto dessa quebra, o peróxido de hidrogênio, permitindo que os níveis de glicose sejam indiretamente mensurados. Porém, nenhum dos eletrodos disponíveis atualmente foi aprovado para uso por mais de sete dias.
Agora, os engenheiros Paul Barone e Michael Strano, ambos do MIT, estão a utilizar nanotubos de carbono envolvidos em um polímero que é sensível a concentrações de glicose. Quando os sensores se encontram com a glicose, os nanotubos ficam fluorescentes, e portanto, podendo ser detectados por uma luz infra-vermelha. A concentração de glicose pode ser medida pela quantidade de fluorescência.
Com isso, os pesquisadores pretendem criar uma espécie de tinta que teria essas nanopartículas em suspensão numa solução salina e que poderia ser injetada debaixo da pele, como uma tatuagem. A tatuagem duraria cerca de seis meses, antes de ter que ser renovada.
Para medir o nível de glicose, o paciente teria que usar um monitor que emitiria a luz infra-vermelha na tatuagem para detectar a fluorescência resultante. Uma vantagem desse tipo de sensor é que, ao contrário de algumas moléculas fluorescentes, nanotubos de carbono não são destruídos à exposição de luz. Por causa disso, o sensor consegue realizar uma leitura contínua dos níveis de glicose.
Os engenheiros estão a trabalhar para aumentar a precisão do sensor. Qualquer monitor de glicose deve passar em um teste conhecido como Grade de Erro de Clarke, padrão para esse tipo de medição. O teste, que compara os resultados do sensor com níveis medidos em laboratório, precisa ser muito consistente, uma vez que erros na medição de glicose podem ser fatais.
Os pesquisadores explicaram que os testes em humanos vão demorar alguns anos para acontecer. Contudo, uma bateria de testes em animais deve começar nos próximos meses.
http://web.mit.edu/newsoffice/2010/glucose-tattoo-0528.html
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sensor wi-fi pode auxiliar no controle da diabetes
Boa notícia para os diabéticos!
A invenção de um sensor que pode ser implantado na pele do paciente promete mudar completamente a forma como a maioria dos diabéticos controla a doença. O sensor tem a capacidade de transmitir constantemente dados sem fios sobre os níveis de glicose no sangue.
O dispositivo é um pouco menor do que uma bolacha recheada – cerca de 3,5cm de largura e um pouco mais de 1cm de espessura – e seria implantado no tronco do paciente. Ele conta com uma antena que transmite dados sem fios, uma bateria que dura a vida inteira e um par de sensores. Um sensor detecta somente oxigênio e o outro, a reação que envolve tanto a oxigênio e glicose. Não importa a densidade do tecido cicatricial ao redor do implante, a combinação de duas sensor permite que o dispositivo calcule corretamente os níveis de glicose no sangue.
A maioria das complicações da diabetes – da cegueira e de ataques cardíacos – pode ser controlada com o monitoramento. O ideal mesmo seria um acompanhamento intensivo, que envolve a retirada de sangue do dedo através de uma picada a cada 15 minutos, tanto de dia quanto de noite. Porém, a maioria dos diabéticos não realiza esse procedimento – até porque, convenhamos, trata-se de algo quase desumano. E é exatamente por isso que o sensor wi-fi seria um alívio para quem sofre da doença.
A mais avançada tecnologia disponível atualmente para o monitoramento contínuo utiliza um sensor do tamanho de agulha que pica profundamente a pele e se conecta através de um cabo ou transmissor sem fio para um monitor. Ele fornece os níveis de açúcar no sangue em tempo próximo do real, mas também é um pouco volumoso e incómodo. Os sensores de agulha deve ser recalibrado diariamente e trocado a cada 3 ou 7 dias; antes que o corpo os incorpore pelo tecido da cicatriz e se torne inútil.
Isso, porém, não será um problema com esse novo sensor wi-fi, como explica o engenheiro da Universidade da Califórnia, David Gough, que liderou a pesquisa. “O sensor foi projetado desde o início para ser um dispositivo a longo prazo, e projetado para operar por períodos muito longos”, garante Gough.
A invenção de um sensor que pode ser implantado na pele do paciente promete mudar completamente a forma como a maioria dos diabéticos controla a doença. O sensor tem a capacidade de transmitir constantemente dados sem fios sobre os níveis de glicose no sangue.
O dispositivo é um pouco menor do que uma bolacha recheada – cerca de 3,5cm de largura e um pouco mais de 1cm de espessura – e seria implantado no tronco do paciente. Ele conta com uma antena que transmite dados sem fios, uma bateria que dura a vida inteira e um par de sensores. Um sensor detecta somente oxigênio e o outro, a reação que envolve tanto a oxigênio e glicose. Não importa a densidade do tecido cicatricial ao redor do implante, a combinação de duas sensor permite que o dispositivo calcule corretamente os níveis de glicose no sangue.
A maioria das complicações da diabetes – da cegueira e de ataques cardíacos – pode ser controlada com o monitoramento. O ideal mesmo seria um acompanhamento intensivo, que envolve a retirada de sangue do dedo através de uma picada a cada 15 minutos, tanto de dia quanto de noite. Porém, a maioria dos diabéticos não realiza esse procedimento – até porque, convenhamos, trata-se de algo quase desumano. E é exatamente por isso que o sensor wi-fi seria um alívio para quem sofre da doença.
A mais avançada tecnologia disponível atualmente para o monitoramento contínuo utiliza um sensor do tamanho de agulha que pica profundamente a pele e se conecta através de um cabo ou transmissor sem fio para um monitor. Ele fornece os níveis de açúcar no sangue em tempo próximo do real, mas também é um pouco volumoso e incómodo. Os sensores de agulha deve ser recalibrado diariamente e trocado a cada 3 ou 7 dias; antes que o corpo os incorpore pelo tecido da cicatriz e se torne inútil.
Isso, porém, não será um problema com esse novo sensor wi-fi, como explica o engenheiro da Universidade da Califórnia, David Gough, que liderou a pesquisa. “O sensor foi projetado desde o início para ser um dispositivo a longo prazo, e projetado para operar por períodos muito longos”, garante Gough.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Programa de Rastreio e Tratamento da Retinopatia Diabética do Algarve, 2009
O que é a Retinopatia Diabética?
O aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) - que caracteriza a diabetes - causa alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina no interior do olho. Os vasos alterados deixam sair líquido e sangue para a retina, reduzindo a visão.
Em alguns casos, desenvolvem-se vasos anormais na retina. Sendo muito frágeis e sangrando facilmente, estes vasos levam à formação de tecido fibroso que repuxa a retina. Neste estádio muito grave, a doença designa-se retinopatia diabética proliferativa
Neste âmbito, não posso deixar de fazer referência ao excelente trabalho da responsabilidade da Administração Regional de Saúde do Algarve, IP, mais concretamente do seu Departamento de Contratualização, conjuntamente com os Hospitais de Faro e Barlavento Algarvio.
Penso que outras regiões do País não terão estes excelentes resultados, com benefício claro e directo para as pessoas com diabetes. Com este empenho, dedicação e preocupação se conseguem alcançar claros ganhos em saúde, com fortes implicações na qualidade de vida dos Diabéticos.
Um exemplo a seguir, este trabalho desenvolvido.
Está disponivel a consulta deste relatório no site
http://www.arsalgarve.min-saude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1016%3Aprograma-de-rastreio-e-tratamento-da-retinopatia-diabetica-do-algarve-regista-taxa-de-adesao-de-73-no-ano-de-2009&catid=38%3ANoticiasRegionais&Itemid=63
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Doces sem açucar
Em resposta ao caro leitor Anónimo aos seus 2 comentários do post anterior, tenho que dar-lhe os meus parabéns em primeiro lugar pelos conhecimentos que aparenta possuir sobre os alimentos e a Diabetes: sabe que efectivamente as batatinhas fritas gourmet têm um elevado IG, como se fosse um pecado ingeri-las, mas que realmente também têm um elevadíssimo IS (índice satisfação), que eu talvez designasse por IP (índice de prazer :-))... sabe que os "doces sem açucar" normalmente possuem mais gordura e Kcalorias que aqueles ditos "doces normais".A seu pedido expresso, aqui vai:
Quando vemos produtos com a designação "sem adição de açucar", isso nem sempre significa que esteja completamente isento de açucar. Habitualmente, significa que não houve adição de açucar, apesar de estarem contidos neles os naturais, como por exemplo, açucar da fruta (frutose).Os chocolates ou gelados sem adição de açucar podem conter mais calorias do que as alternativas vulgares. Os alimentos doces como estes contêm frequentemente sorbitol (adoçante), que acabará eventualmente por ser transformado em glicose no fígado (quando ingerido em excesso, pode provocar dores abdominais e diarreia). Por isso é de extrema importância a aprendizagem da leitura dos rótulos dos alimentos!!
Deixo uma lista dos adoçantes não nutritivos (que não provocam aumento de peso, portanto a melhor opção) e os nutritivos (que poderão aumentar o peso):
Não nutritivos: Aspartame, sacarina, acesulfame K, sucralose e ciclamato.
Nutritivos: Frutose, polióis (terminados em "ol"-sorbitol, xilitol, manitol,lactitol) e amido hidrolisado e isomalte.
Quando me questionam como Enfermeira e Diabética acerca destes produtos, costumo dizer para consumirem um gelado à base de iogurte e fruta ou um chocolate de leite normal, com açucar, mas sempre após uma refeição principal, que não irá afectar drasticamente a glicémia. No entanto, se não houver essa possibilidade imediata e lhe apeteça imenso, escolha um produto sem açucar, mas sempre sabendo que provavelmente conterá mais Kcal.
Deixo um exemplo:
15 gr de chocolate de leite com açucar, contém 9 gr de gordura e 150 Kcal
15 gr de chocolate de leite sem adição de açucar contém 11 gr de gordura e 170 Kcal
Próximos posts serão acerca da leitura de rótulos.
Deixo o site da DGS do Programa Nacional contra a Obesidade, que poderá ajudar na escolha dos alimentos mais saudáveis, com informação nutricional muito completa, associado ao exercício físico.
http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/Roda_dos_alimentos.aspx?menuid=245&exmenuid=113&SelMenuId=245
sábado, 3 de julho de 2010
Índice glicémico

Índice glicémico: o que significa?
Sabia que uma alimentação composta por alimentos com baixo nível IG pode contribuir para reduzir o risco de diabetes, ajudar a controlar o colesterol e doenças cardiovasculares?
Todos os dias comemos alguns alimentos que, depois de digeridos, nos fornecem energia para realizarmos as nossas actividades diárias.
A maioria dos alimentos com hidratos de carbono (açúcar, pão, fruta, feijão, bolos, massa, sumos de fruta, arroz…) é digerida no nosso organismo, transformada em glicose e levada pelo sangue a todas as células, sendo o nosso principal “combustível”.
Quando entra na circulação sanguínea, a glicose origina uma subida na glicose sanguínea (glicemia). Esta subida pode ser mais ou menos brusca, conforme os alimentos que ingerimos.
A forma como cada alimento faz subir os níveis de açúcar no sangue é determinada através da avaliação do índice glicémico.
Está provado cientificamente que os alimentos com IG elevado (exemplo do pão branco, refrigerantes, açúcar, batatas fritas) proporcionam uma "explosão" de energia, elevando os níveis de açúcar no sangue de forma violenta.
Os que apresentam valores mais baixos de IG (fruta, leguminosas, alimentos com fibras) acabam por proporcionar uma entrada mais lenta da glicose para o sangue, o que poderá prolongar a sensação de saciedade e retardar o aparecimento da fome e falta de energia.
Esta entrada mais lenta e continuada de glicose na corrente sanguínea faz com que os órgãos e substâncias responsáveis pela regulação da “energia” no nosso organismo trabalhem de forma mais eficiente e não sejam sobrecarregados,isto é, o pâncreas que produz a hormona insulina será menos "espremido".
Certamente já se apercebeu que, quando se alimenta mal, ingerindo alimentos açucarados de forma isolada a meio da manhã, fica inicialmente com uma sensação de euforia e de energia mas que rapidamente se dissipa, dando lugar a uma sensação de cansaço e de quebra.
O mesmo não se passa quando ingere uma refeição equilibrada e com alimentos com valores de índice glicémico mais baixos.
Alimentos que menos afectam a resposta de insulina no sangue são considerados de baixo índice glicémico, e os que afectam muito, de alto índice glicémico. Portanto, as pessoas com diabetes deverão preferir alimentos com baixo IG.
Classificação IG: Baixo: ≤ 55; Médio: 55-70; Elevado: >70
sábado, 12 de junho de 2010

Complicações da Diabetes
Complicações Microvasculares
-Retinopatia (olhos)
-Nefropatia (Rim)
-Neuropatia (Sistema nervoso periférico, podendo causar lesões, principalmente a nível dos membros inferiores)
-Disfunção Sexual
-A Impotência Sexual
Complicações Macrovasculares
A Diabetes é um dos mais importantes factores de risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte no nosso país.
As pessoas com Diabetes têm maior risco de doença coronária, manifestada por angina de peito ou ataques cardíacos (enfarte do miocárdio) e por tromboses cerebrais (acidentes vasculares cerebrais – AVC).
O risco de doença coronária é, segundo alguns estudos, cerca do dobro nos homens e quatro vezes mais nas mulheres, em relação à população sem Diabetes. No caso dos AVC é o dobro no sexo feminino e três vezes superior no masculino.
Controlar o colesterol e a tensão arterial é tão importante como controlar a diabetes. Da mesma forma é indispensável perder peso, fazer exercício regular e deixar de fumar.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Critérios de diagnóstico de Diabetes e Pré-Diabetes

Diabetes:
→ Glicémia em jejum ≥ 126 mg/dl
Ou
→ Sintomas clássicos já referidos anteriormente + Glicémia ocasional (antes ou após qualquer refeição) ≥ 200 mg/dl
Ou
→ Glicémia ≥ 200 mg/dl, após PTGO (Prova de Tolerância à Glicose Oral, análise sanguínea laboratorial) com 75 gr de glucose após 2 horas da sua ingestão.
Pré-Diabetes
Tolerância Diminuída à Glucose:
→ PTGO ≥ 140 mg/dl e < 200 mg/dl
Anomalia Glicémia em Jejum:
→ Glicémia em Jejum ≥ 110 e < 126 mg/dl
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