iPhone – iBGStar para controlar a Diabetes
Na última reunião da Associação para o Estudo da Diabetes (EASD), em Estocolmo, na Suécia, a empresa Sanofi-aventis, anunciou ao mundo um novo dispositivo médico para controlo da diabetes, desenvolvido para ser anexado ao iPhone e iPod Touch. O plug-in foi baptizado de iBGStar e vem tornar possível uma série de serviços anexos ao controlo da diabetes. Este dispositivo, desenvolvido pelas empresas Sanofi-aventis e AgaMatrix, oferece um pacote de conectividade onde o iPhone é necessário para os serviços de processamento dos dados resultantes da medição da glicose.
O dispositivo iBGStar não só depende do iPhone para executar funções de computação e exibir os resultados, como necessita dele para inserir os registos no sofware de gestão da diabetes. A AgaMatrix é também a proprietária de uma outra tecnologia para o desporto Dynamic Electrochemistry technology que realiza medições de glicose. O sistema assegura a fiabilidade das medições, assumindo-se como um produto de estilo e de funcionalidade, utilizando dispositivos utilizados no dia-a-dia (iPhone e iPod Touch).
A iBGSTAR, utiliza um sistema electroquímico que, ao contrário de outros medidores de glicose, tem uma menor percentagem de erro na medição, uma vez que factores que habitualmente distorcem o valor real de açúcar no sangue, não interferem com este sistema.
Este dispositivo, o iBGSTAR Blood Glucose Meter, vem de encontro às necessidades do atribulado estilo de vida moderno. A iBGSTAR conta já com 85 anos de experiência na comercialização de insulina. Este novo produto vem conciliar a tecnologia dos dispositivos móveis, à necessidade do controlo de glicemia, por parte de diabéticos.
Trata-se de integrar um medidor de glicemia, com o iPhone ou iPod touch, não ficando apenas por aí. Utilizando aplicações destinadas a esse efeito, o utilizador pode comunicar as informações sobre os seus níveis de glicemia com o profissional de saúde que o acompanha, em tempo real.
Na primeira vez que o iBGSTAR Diabetes for conectado ao iPhone, poderá realizar o download da iBGSTAR Diabetes Manager App. Uma aplicação que permite manter os registos de glicemias, ingestão de hidratos de carbono e das doses de insulina, além de outras funções que permitem a monitorização dos diabetes em tempo real. Estes registos podem ser imprimidos ou enviados por e-mail para o profissional de saúde, para um melhor cuidado e decisões melhor informadas, quanto ao tratamento de diabetes. A aplicação inclui também opções de apoio, quanto a questões relacionadas com diabetes, ex: utilização de canetas de insulina, medidores de glicemia, levando consigo informação fornecida por especialistas em diabetes.
RETIRADO DE (http://pplware.sapo.pt/informacao/iphone-ibgstar-para-controlar-a-diabetes/)
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Dia Internacional da Mulher
"Mulher ao espelho" - Picasso
LENDA E REALIDADEA lenda do Dia Internacional da Mulher como tendo surgido na sequência de uma greve, realizada em 8 de Março de 1857, por trabalhadoras de uma fábrica de fiação ou por costureiras de calçado - e que tem sido veiculada por muitos órgãos de informação - não tem qualquer rigor histórico, embora seja uma história de sacrifício e morte que cai bem como mito.
Em 1982, duas investigadoras, Liliane Kandel e Françoise Picq, demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, que estaria na origem do 8 de Março, pura e simplesmente não aconteceu , não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de orgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira («Uma mentira constantemente repetida acaba por se tornar verdade»).
Verdade é que em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu num "party’, numa jornada pela igualdade dos direitos cívicos, que estabeleceu criar um dia especial para a mulher, que nesse ano aconteceu a 28 de Fevereiro. Ficou então acordado comemorar-se este dia no último domingo de Fevereiro de cada ano, o que nem sempre foi cumprido.
A fixação do dia 8 de Março apenas ocorreu depois da 3ª Internacional Comunista, com mulheres como Alexandra Kollontai e Clara Zetkin. A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de Fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de Março. Só a partir daqui, se pode falar em 8 de Março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.
A partir de 1960, essa tradição recomeçou como grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista.
Se consultarmos o calendário perpétuo e digitarmos o ano de 1857, poderemos verificar que o 8 de Março calhou a um domingo, dia de descanso semanal, pelo que, em princípio, nunca ocorreria uma greve nesse dia. Há quem argumente, no entanto, que, durante o século XIX, a situação da mulher nas fábricas dos Estados Unidos era de tal modo dramática que trabalharia 7 dias por semana.
CONSAGRAÇÃO DO 8 DE MARÇO COMO O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade. Produto de uma mentalidade ancestral, ao homem ficava mal assumir os trabalhos domésticos, o que implicava para a mulher que exercia uma profissão fora do lar a duplicação do seu trabalho. Foi necessário esperar pelas últimas décadas do século XX para que o homem passasse, aos poucos, a colaborar nas tarefas caseiras.
Mas, se no âmbito familiar se assiste a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade.
O número de mulheres em lugares directivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho. Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.
Nos últimos anos, a festa comemorativa do Dia Da Mulher é aproveitada por muitas delas, de todas as idades, para sair de casa e festejar com as amigas, em bares e discotecas, o dia que lhes é dedicado, enquanto os homens ficam em casa a desempenhar as tarefas que, tradicionalmente, lhe são imputadas: arrumar a casa, fazer a comida, tratar dos filhos...
Carnaval
Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque, capital da Finlândia.
O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo
História e origem
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.
Carnaval de Veneza, Itália.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual
O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo
História e origem
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.
Carnaval de Veneza, Itália.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Dispositivo revolucionário de controlo da diabetes em Portugal
Chega agora a Portugal a Medtronic Paradigm Veo, a primeira e única bomba de insulina do mundo que pode suspender automaticamente a administração de insulina no diabético, caso os níveis de açúcar no sangue fiquem demasiado baixos, sem necessidade de intervenção do doente. Este novo dispositivo médico representa o maior avanço mundial na investigação para o tratamento da diabetes tipo 1 e para a descoberta do pâncreas artificial.
A Paradigm Veo representa também um avanço em termos de precisão, sendo capaz de libertar doses tão pequenas como 0,025 unidades de insulina. Administra as doses diárias de insulina de forma contínua durante 24 horas, e de um modo programado segundo as necessidades do diabético, sendo a forma de administração mais próxima da secreção normal do pâncreas. Com uma série de alertas simples, ajuda os pacientes a manter estável o seu nível de glicose, permitindo que controlem a sua doença com segurança e maior eficácia.
"Esta tecnologia de última geração pretende responder ao maior desejo das pessoas com diabetes: tirar a pressão e diminuir a complexidade da sua decisão na administração de insulina. Ao mesmo tempo permite um maior controlo da doença o que se traduz numa menor incidência de complicações agudas como a cegueira, a insuficiência renal ou doenças cardiovasculares", refere João Raposo, director clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.
De acordo com João Nabais, Presidente eleito da Federação Internacional da Diabetes e pessoa com Diabetes, "em caso de hipoglicemia o novo dispositivo médico suspende automaticamente a administração de insulina, conferindo assim uma protecção contra episódios potencialmente perigosos. Pela primeira vez, os doentes podem sentir-se seguros mesmo durante o sono, pois a bomba de insulina faz o trabalho do pâncreas artificial, prevenindo as hipoglicemias que podem conduzir ao coma ou morte".
O novo dispositivo, agora disponível no mercado, é também uma preciosa ajuda para os pais de crianças diabéticas em idade escolar, uma vez que estes poderão ficar mais descansados e seguros acerca da saúde dos seus filhos. "As hipoglicemias não detectadas em crianças são muito preocupantes para os pais e esta nova bomba insulínica retira a pressão constante", esclarece o presidente eleito da Federação Internacional da Diabetes. João Nabais compara ainda o novo sistema a um air bag automóvel, "basta saber que ele existe e que, em caso de emergência, actua para que fiquemos mais tranquilos".
De acordo com a Federação Internacional da Diabetes estima-se que existam 285 milhões de pessoas com a doença a nível mundial, 10 por cento dos quais com diabetes tipo 1. Todos os dias são diagnosticadas 200 crianças com diabetes tipo 1 e estima-se que, em todo o mundo, mais de 440 mil com menos de 14 anos são insulino-dependentes.
http://www.medtronic-diabetes.com.pt/
A Paradigm Veo representa também um avanço em termos de precisão, sendo capaz de libertar doses tão pequenas como 0,025 unidades de insulina. Administra as doses diárias de insulina de forma contínua durante 24 horas, e de um modo programado segundo as necessidades do diabético, sendo a forma de administração mais próxima da secreção normal do pâncreas. Com uma série de alertas simples, ajuda os pacientes a manter estável o seu nível de glicose, permitindo que controlem a sua doença com segurança e maior eficácia.
"Esta tecnologia de última geração pretende responder ao maior desejo das pessoas com diabetes: tirar a pressão e diminuir a complexidade da sua decisão na administração de insulina. Ao mesmo tempo permite um maior controlo da doença o que se traduz numa menor incidência de complicações agudas como a cegueira, a insuficiência renal ou doenças cardiovasculares", refere João Raposo, director clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.
De acordo com João Nabais, Presidente eleito da Federação Internacional da Diabetes e pessoa com Diabetes, "em caso de hipoglicemia o novo dispositivo médico suspende automaticamente a administração de insulina, conferindo assim uma protecção contra episódios potencialmente perigosos. Pela primeira vez, os doentes podem sentir-se seguros mesmo durante o sono, pois a bomba de insulina faz o trabalho do pâncreas artificial, prevenindo as hipoglicemias que podem conduzir ao coma ou morte".
O novo dispositivo, agora disponível no mercado, é também uma preciosa ajuda para os pais de crianças diabéticas em idade escolar, uma vez que estes poderão ficar mais descansados e seguros acerca da saúde dos seus filhos. "As hipoglicemias não detectadas em crianças são muito preocupantes para os pais e esta nova bomba insulínica retira a pressão constante", esclarece o presidente eleito da Federação Internacional da Diabetes. João Nabais compara ainda o novo sistema a um air bag automóvel, "basta saber que ele existe e que, em caso de emergência, actua para que fiquemos mais tranquilos".
De acordo com a Federação Internacional da Diabetes estima-se que existam 285 milhões de pessoas com a doença a nível mundial, 10 por cento dos quais com diabetes tipo 1. Todos os dias são diagnosticadas 200 crianças com diabetes tipo 1 e estima-se que, em todo o mundo, mais de 440 mil com menos de 14 anos são insulino-dependentes.
http://www.medtronic-diabetes.com.pt/
domingo, 13 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Apresentação do relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes 2010
Foi apresentado hoje em Lisboa o Relatório Anual de 2010 do Observatório Nacional da Diabetes. Aqui fica um breve resumo e no final o link de acesso ao documento.
"Em 2009, 12,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos tinha diabetes. As projecções da OMS apontavam para uma prevalência de 8% em 2025.
A prevalência da diabetes tem vindo a aumentar. Em 2009, 12,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos (cerca de 980 mil pessoas) tinha diabetes, ultrapassando largamente as previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), que apontava para os 8% daqui a 14 anos. Destes 980 mil portugueses, cerca de 430 mil não sabe que tem esta patologia.
O aumento da prevalência da diabetes está relacionado, sobretudo, com três factores: o envelhecimento da população, a obesidade e a baixa escolaridade. Segundo os dados reunidos, 27% das pessoas com mais de 60 anos tem diabetes, quem é obeso apresenta um risco de vir a sofrer desta patologia quatro vezes superior a um não obeso e quem tem o ensino superior ou secundário corre um risco três vezes menor do que quem tem o primeiro ciclo.
Estas conclusões permitem perceber que “o problema da diabetes não é só de saúde mas social”, sublinhou José Manuel Boavida, coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes.
A diabetes é a principal causa de insuficiência renal, de amputações de membros inferiores e de cegueira. Além disso, 30% das pessoas que têm enfartes do coração têm diabetes e 25% das pessoas que têm Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) também têm esta patologia.
Aposta na prevenção
Em Setembro deste ano, pela primeira vez, as Nações Unidas vão reunir-se para discutir o problema das doenças crónicas não transmissíveis, lembrou José Manuel Boavida, frisando que se “tem descurado das medidas de prevenção das doenças crónicas”. “Neste momento é a grande tarefa”, acrescentou.
Como tal, está a ser programada “uma intervenção no sentido de uma gestão integradora da Diabetes, que passa por aproximar os hospitais dos centros de saúde e os centros de saúde da comunidade”, explicou o médico ao Negócios, dizendo que “não é possível hoje estar à espera que as pessoas apareçam a queixar-se”, pois isso dificulta o tratamento e agrava os custos que, em 2008, atingiram os mil milhões de euros."
(in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=466359)
Link de acesso ao Relatório:
http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MS/Intervencoes/Pages/20110202_MS_INT_Diabetes.aspx
"Em 2009, 12,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos tinha diabetes. As projecções da OMS apontavam para uma prevalência de 8% em 2025.
A prevalência da diabetes tem vindo a aumentar. Em 2009, 12,3% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos (cerca de 980 mil pessoas) tinha diabetes, ultrapassando largamente as previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), que apontava para os 8% daqui a 14 anos. Destes 980 mil portugueses, cerca de 430 mil não sabe que tem esta patologia.
O aumento da prevalência da diabetes está relacionado, sobretudo, com três factores: o envelhecimento da população, a obesidade e a baixa escolaridade. Segundo os dados reunidos, 27% das pessoas com mais de 60 anos tem diabetes, quem é obeso apresenta um risco de vir a sofrer desta patologia quatro vezes superior a um não obeso e quem tem o ensino superior ou secundário corre um risco três vezes menor do que quem tem o primeiro ciclo.
Estas conclusões permitem perceber que “o problema da diabetes não é só de saúde mas social”, sublinhou José Manuel Boavida, coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes.
A diabetes é a principal causa de insuficiência renal, de amputações de membros inferiores e de cegueira. Além disso, 30% das pessoas que têm enfartes do coração têm diabetes e 25% das pessoas que têm Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) também têm esta patologia.
Aposta na prevenção
Em Setembro deste ano, pela primeira vez, as Nações Unidas vão reunir-se para discutir o problema das doenças crónicas não transmissíveis, lembrou José Manuel Boavida, frisando que se “tem descurado das medidas de prevenção das doenças crónicas”. “Neste momento é a grande tarefa”, acrescentou.
Como tal, está a ser programada “uma intervenção no sentido de uma gestão integradora da Diabetes, que passa por aproximar os hospitais dos centros de saúde e os centros de saúde da comunidade”, explicou o médico ao Negócios, dizendo que “não é possível hoje estar à espera que as pessoas apareçam a queixar-se”, pois isso dificulta o tratamento e agrava os custos que, em 2008, atingiram os mil milhões de euros."
(in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=466359)
Link de acesso ao Relatório:
http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MS/Intervencoes/Pages/20110202_MS_INT_Diabetes.aspx
sábado, 29 de janeiro de 2011
A cura da Diabetes tipo 1?
"Pesquisadores do Texas descobriram que bloquear a ação de um hormônio chamado glucagon é uma forma de fazer com que a doença passe a ser assintomática
O diabetes tipo 1 pode se transformar em uma doença assintomática, deixando o paciente livre da dependência à insulina. A potencial cura para a doença é bloquear a ação de um hormônio específico, o glucagon, segundo pesquisa do Centro Médico da Univerisdade do Sudoeste do Texas (http://www.swmed.edu/), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do Diabetes. (http://diabetes.diabetesjournals.org/)
A partir de experimentos com camundongos, os cientistas descobriram que a insulina se torna completamente supérflua e sua ausência não causa diabetes ou qualquer outra anormalidade quando a ação do glucagon é suprimida. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas, que impede que indivíduos fiquem com baixos níveis de açúcar no sangue. Na deficiência de insulina, em pessoas com diabetes tipo 1, no entanto, os níveis de glucagon se tornam inadequadamente altos e fazem com que o fígado libere quantidades excessivas de glicose na corrente sanguínea. Esta ação é contrária à insulina, que trabalha para remover o açúcar do sangue.
Segundo Roger Unger, líder do grupo de pesquisa, a insulina era, até então, considerada uma substância "toda-poderosa" sem a qual nenhum ser humano conseguiria sobreviver. "Este novo tratamento pode ser considerado muito próximo a uma 'cura'", diz o professor. O tratamento com a insulina tem sido a salvação para o diabetes tipo 1 (de origem genética, em que a pessoa depende da insulina para viver) em humanos desde que foi descoberto, em 1922. Mas mesmo que a insulina regule os níveis de glicose no sangue, ela não consegue restaurar a tolerância normal do organismo a essa substância. Já eliminando a ação do glucagon, a tolerância à glicose volta ao normal.
No estudo da Universidade do Sudoeste do Texas, os cientistas usaram camundongos geneticamente modificados para bloquear a ação do glucagon e testaram sua tolerância à glicose. O teste, que pode ser usado para diagnosticar o diabetes, diabetes gestacional e pré-diabetes, mede a capacidade do organismo de metabolizar, ou eliminar, a glicose da corrente sanguínea.
Os cientistas descobriram que os camundongos que produziam insulina normalmente, mas sem os receptores do glucagon, responderam normalmente ao teste. A mesma resposta foi percebida nos animais com as células produtoras de insulina destruídas – caracterizando diabetes. Ao mesmo tempo em que não sofreram ação da insulina ou do glucagon, não desenvolveram a doença.
"Estes resultados sugerem que, se não há glucagon, pouco importa se você tem insulina ou não", diz Unger. "Isso não significa que a insulina não seja importante. Ela é essencial para o crescimento e desenvolvimento do homem até a idade adulta. Mas nesta última fase, pelo menos no que diz respeito ao metabolismo da glicose, o papel da insulina é controlar o glucagon. E se você não tem glucagon, não precisa de insulina".
Agora, cabe aos pesquisadores encontrar uma maneira de bloquear a ação do glucagon no organismo humano. Será o fim do tratamento com insulina injetável em diabéticos tipo 1."
(in http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI205877-15257,00.html)
Veja o vídeo neste endereço:
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/Default.asp?c=3181
O diabetes tipo 1 pode se transformar em uma doença assintomática, deixando o paciente livre da dependência à insulina. A potencial cura para a doença é bloquear a ação de um hormônio específico, o glucagon, segundo pesquisa do Centro Médico da Univerisdade do Sudoeste do Texas (http://www.swmed.edu/), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do Diabetes. (http://diabetes.diabetesjournals.org/)
A partir de experimentos com camundongos, os cientistas descobriram que a insulina se torna completamente supérflua e sua ausência não causa diabetes ou qualquer outra anormalidade quando a ação do glucagon é suprimida. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas, que impede que indivíduos fiquem com baixos níveis de açúcar no sangue. Na deficiência de insulina, em pessoas com diabetes tipo 1, no entanto, os níveis de glucagon se tornam inadequadamente altos e fazem com que o fígado libere quantidades excessivas de glicose na corrente sanguínea. Esta ação é contrária à insulina, que trabalha para remover o açúcar do sangue.
Segundo Roger Unger, líder do grupo de pesquisa, a insulina era, até então, considerada uma substância "toda-poderosa" sem a qual nenhum ser humano conseguiria sobreviver. "Este novo tratamento pode ser considerado muito próximo a uma 'cura'", diz o professor. O tratamento com a insulina tem sido a salvação para o diabetes tipo 1 (de origem genética, em que a pessoa depende da insulina para viver) em humanos desde que foi descoberto, em 1922. Mas mesmo que a insulina regule os níveis de glicose no sangue, ela não consegue restaurar a tolerância normal do organismo a essa substância. Já eliminando a ação do glucagon, a tolerância à glicose volta ao normal.
No estudo da Universidade do Sudoeste do Texas, os cientistas usaram camundongos geneticamente modificados para bloquear a ação do glucagon e testaram sua tolerância à glicose. O teste, que pode ser usado para diagnosticar o diabetes, diabetes gestacional e pré-diabetes, mede a capacidade do organismo de metabolizar, ou eliminar, a glicose da corrente sanguínea.
Os cientistas descobriram que os camundongos que produziam insulina normalmente, mas sem os receptores do glucagon, responderam normalmente ao teste. A mesma resposta foi percebida nos animais com as células produtoras de insulina destruídas – caracterizando diabetes. Ao mesmo tempo em que não sofreram ação da insulina ou do glucagon, não desenvolveram a doença.
"Estes resultados sugerem que, se não há glucagon, pouco importa se você tem insulina ou não", diz Unger. "Isso não significa que a insulina não seja importante. Ela é essencial para o crescimento e desenvolvimento do homem até a idade adulta. Mas nesta última fase, pelo menos no que diz respeito ao metabolismo da glicose, o papel da insulina é controlar o glucagon. E se você não tem glucagon, não precisa de insulina".
Agora, cabe aos pesquisadores encontrar uma maneira de bloquear a ação do glucagon no organismo humano. Será o fim do tratamento com insulina injetável em diabéticos tipo 1."
(in http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI205877-15257,00.html)
Veja o vídeo neste endereço:
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/Default.asp?c=3181
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