domingo, 15 de outubro de 2017

AMAR NA E COM A DIABETES




Como é tão, mas tão importante esta questão na gestão saudável da diabetes. E não só na Diabetes...penso que é transversal a todas as doenças crónicas.
A cumplicidade e a participação ativa da  família e parceiro podem auxiliar no convívio com a diabetes. Esse cuidado poderá fazer com que a pessoa com a doença não se sinta sozinho e único. Assim, ter informações sobre a diabetes pode auxiliar a enfrentar as diferentes situações que podem surgir. A informação é importante para que se possa distinguir o que é mito do que realmente pode acontecer.
Há pessoas com diabetes que assumem um papel de vítima, algumas vezes pode ser por não aceitar a condição, ter dificuldades com limites, ter dificuldade de discriminar o que tem de bom nas relações com os outros, entre outros aspectos. Isto é, fazem uso da doença para obter ganhos, incluindo os afetos. Mas estabelecer bons vínculos com quem se pode contar (família e parceiro), pode significar suportar o sofrimento e compreender o outro, saindo da condição de vítima e estabelecendo uma boa relação com afetos e cuidados ao outro sem precisar se depreciar.
Felizmente sempre me considerei uma pessoa "forte" e resiliente desde muito nova, aliás, característica esta reconhecida também pela minha família. Quantos de nós com Diabetes nunca ouviu "Tens Diabetes? Não parece nada...coitadinha". E se há coisa que não me agrada de todo na vida é ouvir ou sentir que uma outra pessoa acha isso mesmo, que somos ou nos podemos achar uns "coitadinhos". Quem pensa ou diga isso, ela própria carece de afetividade e sobretudo de empatia. Sempre fui à luta, mesmo vivendo mais recentemente com uma outra condição crónica de saúde. Falta de empatia geram também atitudes discriminatórias, que já senti em relações pessoais  e mais recentemente a nível laboral...pensamos que nunca nos aconteceria mas a realidade por vezes é dura, e quando pensamos que não nos chega, voilá!, a discriminação no seu sentido mais restrito e mais lato da palavra, atitudes que atropelam todas as leis vigentes de proteção a pessoa com doença crónica. Mas assim aprendemos e percebemos com quem na realidade podemos contar e que de alguma forma nos compreende...e nos tornamos então mais resilientes. Viver com a Diabetes e, no meu caso, aliada a uma outra doença do foro reumático (a qual me traz diariamente dor física), é difícil, mas com ajuda, afeto e compreensão de outros, de facto pode tornar-se menos "pesado".

A vida flui onde há cumplicidade, amor,carinho e atenção. Quem tem diabetes requer estas
atribuições como qualquer outra pessoa,  e ter vínculos permanentes pode trazer benefícios especiais para o tratamento e cuidado da diabetes.

Deixo aqui um lindo testemunho de alguém que vive/convive diariamente com outra pessoa com Diabetes tipo 1, tratada com esquema intensivo de insulina (seja com bomba de insulina ou com a sua administração com canetas).

É isto...é muito isto :-)

"Eu não tenho diabetes. Mas convivo há anos com uma pessoa com diabetes e faço o possível para participar e ajudar nos cuidados diários. Horários para a alimentação. Rotina de exercícios. Horários para remédios. Acordar a noite para auxiliar na correção da hipoglicemia ou hiperglicemia. Dar colo quando os dias difíceis aparecem e lembrar sempre o quão incrível ela é por enfrentar o tratamento, e mesmo com as suas dificuldades, nunca desistir.
Os cuidados com diabetes exigem atenção para algumas atividades de rotina. Contar carboidratos, medir a glicemia antes de comer, aplicar insulina entre outras. Com o tempo essas atividades ficam mais automáticas e até parecem naturais. No entanto, por serem “24/7”(24h por dia 7 dias por semana) eles nunca terminam, cansam e as vezes esgotam. Algumas vezes tenho vontade de carregar um pouco alguns cuidados. Mas não tenho como viver a diabetes por ela, no entanto posso ajudar. Ajudando a manter os horários das refeições. Na escolha da alimentação (prestando mais atenção ao que comemos). Com a rotina de atividade física, incentivando a rotina e convidando para caminharmos juntos. Ouvindo seus sentimentos com muito carinho e mostrando um lado bom quando as coisas ficam difíceis.
Algumas dicas que aprendi foram:
  • Não adianta só cobrar: Não é cobrando por melhores resultados que ajudamos. Isso só gera pressão adicional que não é necessária e normalmente acabamos cobrando pelo medo que sentimos de que algo de mal lhes aconteça. Tem duas perguntas que aprendi que são fundamentais: “Como você está se sentindo em relação à isso?” e “Existe alguma coisa que eu possa fazer para te ajudar?”.
  • Vale a pena aprender: Ler livros, sites e blogs, acompanhar as consultas (mesmo que de longe, perguntando como foi), participar de palestras educativas ou ONGs além de ensinar o familiar como agir em determinadas situações, demonstram o interesse no assunto e, quem tem diabetes se sente visto, reconhecido e acolhido.
  • Empatia: Você familiar já mediu a sua glicemia alguma vez? Já usou um cateter por alguns dias? Acompanhou no treino de ginástica? Ao nos colocarmos no lugar do outro além de entendermos melhor como funciona, o outro sente o seu esforço, te permite estar mais próximo e ajudar mais com o tratamento.
  • Esteja disposto a ouvir (com ouvidos livres): O tratamento do diabetes é muito complexo. Ao planejar uma viagem, diabetes. Ao pensar no novo trabalho, diabetes. Está com gripe, diabetes. Estresse emocional, diabetes. Se deitar a noite, diabetes. É muita coisa. As vezes a pessoa com diabetes só precisam falar um pouco sobre seu tratamento, e se você ama, não tenho dúvida, estará disposto a ouvir.
 Existem diversos estudos que mostram o quanto o apoio da família e companheiro(a) ajuda na aceitação e no tratamento da pessoa com diabetes. E na verdade, nem precisamos de estudos para saber o quanto o acolhimento e escuta de outra pessoa nos fazem sentir melhor, pois isso acontece conosco em nossas vidas também.
Pode facilitar a adesão ao tratamento e contribuir para a prevenção de complicações em longo prazo. Proporcionando melhoria da qualidade de vida durante a evolução do diabetes.
 
Portanto, quando a família participa dessa nova rotina, a pessoa com diabetes se sente acolhida. Não tendo que carregar sozinha todo o fardo do tratamento. Compartilhando os desafios com os demais integrantes da família.”  (testemunho in http://gliconline.net/amor-apoio-diabetes/ )

quinta-feira, 12 de maio de 2016

12 de Maio, Dia Internacional dos Enfermeiros- um dia de todos nós

Este foi o meu primeiro livro que comprei sobre o "ser Enfermeira". Estavamos no ano 1996, tinha acabado de saber que tinha entrado para o curso que sempre sonhei: Enfermagem. Passei por uma livraria na minha terra natal onde na altura passava férias, Caminha, e ao passar pela livraria, lá estava ele na montra e não hesitei em entrar,folhear o livro e comprá-lo.Nos dias seguintes foi a minha leitura.Ainda hoje o guardo como uma relíquia. Tenho uma adoração por aquilo que faço no meu dia a dia, mesmo com todos os contratempos que naturalmente existem em todas as profissões, mas tudo isso faz parte do nosso percurso, e se há alguma coisa que os Enfermeiros estão habituados no nosso País, é viver com contratempos e alguma falta de valorização dos nossos governantes, mas não da população,essa sim a quem prestamos cuidados altamente reconhecidos,também ao governante fora do contexto da sua governação.
Numa viagem que fiz a Londres fiz questão de passar pela igreja e túmulo onde se encontra sepultada Florence Nightingale, a enfermeira conhecida como a " Dama da lâmpada ",que tratava durante a noite os feridos de guerra da Crimeia com auxílio de uma lampada, e lançou as bases da enfermagem profissional. Nasceu a 12 de Maio, data esta então escolhida como Dia Internacional do Enfermeiro.
Deixo aqui uma passagem do prefácio do livro " Ser Enfermeira", prefácio este escrito por Therese Guimond, na altura diretora geral e secretária da Ordem dos Enfermeiros do Quebec: "Efectivamente,se são (as enfermeiras/os) acarinhadas pelo publico e mais ouvidas pelo governo, resta-lhes ainda desenvolver esforços, a fim de demonstrar claramente a complexidade, a economia e a qualidade dos serviços e dos cuidados que prestam".
Parabéns Srs e Sras Enfermeiras de todo o Mundo.


domingo, 8 de maio de 2016

Reportagem Unidade Coordenadora Funcional da Diabetes ACES Algarve I Central






Na edição de Março de 2016 do Jornal "O Médico - cuidados de saúde primários" a reportagem sobre a Unidade Coordenadora Funcional da Diabetes, do Agrupamento de centros de saúde do Algarve Central (ACES Central), da qual faço parte, com muito orgulho, como representante da carreira de Enfermagem na área da Diabetes. Deixo fotos da reportagem na íntegra, pois não é publicado on-line, uma vez que este jornal é distribuído em formato escrito pelos centros de saúde de todo o país. Tentamos, toda a equipa, quer hospitalar, quer do ACES, desenvolver todo um trabalho em prol da melhoria dos cuidados às pessoas com Diabetes. Por vezes é complicada esta dedicação, pois todos os profissionais desta unidade prestam cuidados aos seus utentes noutras áreas diariamente, e temos sempre de conseguir um tempo (na maioria das vezes no tempo que nos resta do dia, após terminarmos a nossa jornada de trabalho, e muitos fins de semana a abrir mão do nosso descanso), mas a gratificação de percebermos as práticas dos profissionais ligados à Diabetes a mudarem para que se faça a diferença e a atualizarem-se é enorme, e que tudo isto se reflete em ganhos em saúde. Bem hajam a todos desta equipa, e a todos os profissionais de saúde que se empenham cada vez mais nesta área.v
Clique nas fotos para ler na íntegra.



sábado, 16 de abril de 2016

Patient Innovation-plataforma e rede social de partilha de soluções inovadoras criadas por doentes e cuidadores de qualquer doença

Conheço este projeto há já algum tempo e partilho com todos o quanto acho extraordinário este trabalho desenvolvido por pessoas portadoras de doença crónica ou seus cuidadores. A premissa principal é a da que existe em cada doente e cuidador um enorme potencial inovador. Quando lidamos diariamente com situações diversas e desafios dessa condição ou de outras pessoas de quem somos próximos,doentes e cuidadores desenvolvem frequentemente soluções inovadoras, sob a forma de novos tratamentos ou equipamentos/dispositivos médicos. O objetivo desta rede social é facilitar a partilha dessas ideias e soluções de forma a ajudar a ultrapassar situações mais difíceis do dia a dia com a doença.
Esta plataforma universal resulta de um projeto de investigação desenvolvido por uma parceria entre universidades internacionais, liderado pela Católica-Lisbon School and Business and Economics, pelo MIT (Massachusetts  Institute of Techonology) e pela Carnegie Mellon University. Entre outros parceiros em Portugal, está a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, a mais antiga associação do mundo dedicada à doença.
Partilho o link para que todos possam conhecer o projeto e participar nele ou dar a conhecer a outros.

Patient Innovation




sábado, 9 de abril de 2016

domingo, 3 de abril de 2016

12 Products in the Diabetes Pipeline

Incríveis os avanços na área do controle e tratamento da Diabetes. Deixo-vos as mais recentes novidades para o futuro, que várias empresas estão a desenvolver. Viva a tecnologia, para nos ajudar na gestão da doença.

Artigo retirado de página de facebook da ADA (American Diabetes Association)



12 Products in the Diabetes Pipeline: Innovation reigns when it comes to the future of diabetes management

domingo, 12 de outubro de 2014

Dia Mundial da Diabetes 2014

E este ano 2014, o tema do dia Mundial da Diabetes é dedicado...ao pequeno almoço.

Cura para diabetes tipo 1 agora é iminente após a descoberta de células-tronco pela Universidade de Harvard

A cura para o diabetes pode estar iminente depois que cientistas descobriram como fazer enormes quantidades de células produtoras de insulina, um avanço saudado como tão significativo quanto o descobrimento dos antibióticos. A Universidade de Harvard, pela primeira vez, conseguiu fabricar milhões de células beta necessárias para o transplante. Isso pode significar o fim das injeções diárias de insulina para as milhões de pessoas que vivem no mundo com diabetes tipo 1. Este avanço marca o ápice de 23 anos de pesquisas para o professor de Harvard, Doug Melton, que vem tentando encontrar uma cura para a doença desde que seu filho, Sam, foi diagnosticado com diabetes tipo 1 quando ainda era um bebê. “Estamos agora apenas a uma etapa pré-clínica de distância da linha de chegada”, disse o Prof Melton. Questionado sobre a reação de seu filho, ele disse: “Eu acho que, como toda criança, ele sempre assumiu que, se eu disse que ia fazer isso, eu faria mesmo, “Foi gratificante saber que pudemos fazer algo que sempre pensei ser possível”. As células beta derivadas de células-tronco estão atualmente em fase de testes em modelos animais, incluindo primatas não-humanos, onde elas ainda estão produzindo insulina depois de vários meses, disse o Prof Melton. A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que faz o pâncreas parar de produzir insulina – o hormônio que regula os níveis de glicose no sangue. Se a quantidade de glicose no sangue for demasiado elevada, pode danificar seriamente os órgãos do corpo ao longo do tempo. Enquanto os diabéticos podem manter seus níveis de glicose sob controle através da injeção de insulina, ela não fornece o ajuste fino necessário para controlar adequadamente o metabolismo, o que pode levar a complicações devastadoras como a cegueira ou perda de membros. Cerca de 10 por cento de toda a diabetes é do tipo 1, mas esta é o tipo mais comum de diabetes na infância. 29.000 jovens sofrem na Grã-Bretanha. A equipe da Harvard utilizou células-tronco embrionárias para produzir células produtoras de insulina humana equivalentes, em quase todos os sentidos, ao funcionamento normal das células em grande quantidade. Chris Mason, professor de medicina regenerativa da Universidade College London, disse que era “potencialmente um grande avanço médico”. “Se essa tecnologia escalável está provado funcionar tanto na clínica quanto em sua produção, o impacto sobre o tratamento da diabetes será um divisor de águas médico em pé de igualdade com a ação dos antibióticos sobre as infecções bacterianas”, disse ele. Professor Anthony Hollander, Chefe do Instituto de Biologia Integrativa da Universidade de Liverpool, acrescentou: “Esta é a investigação fundamental muito emocionante que resolve um grande obstáculo para o desenvolvimento de um tratamento com células-tronco para diabetes. “O estudo fornece um método muito elegante e convincente para a geração de células produtoras de insulina funcionais em grande quantidade”. Professor Mark Dunne, da Universidade de Manchester, acrescentou: Acima de tudo, este é um importante avanço para o campo da diabetes e para as pessoas com diabetes tipo 1″. Professor Elaine Fuchs, da Universidade Rockefeller, descreveu os resultados como “um dos avanços mais importantes até à data de hoje no campo de células-tronco”. “Por décadas, pesquisadores têm tentado gerar células beta pancreáticas humanas que poderiam ser cultivadas e passadas de longo prazo em condições onde pudessem produzir a insulina”. Um relatório sobre o trabalho foi publicado na revista Cell. Artigo disponível em http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/11151909/Cure-for-Type-1-diabetes-imminent-after-Harvard-stem-cell-breakthrough.html em 09.10.2014. também disponível, com tradução em Português, em http://www.tiabeth.com/tiabeth/wp/noticias/2014/10/09/cura-para-diabetes-tipo-1-agora-e-iminente-apos-a-descoberta-de-celulas-tronco-pela-universidade-de-harvard/

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pâncreas artificial substitui injeção de insulina

Para além de poder pôr fim à necessidade de injeçoes diárias de insulina,o pâncreas artificial vem garantir que são administradas as doses de insulina necessárias Foi desenvolvido por Joan Taylor da De Mountfort University,de Leicester,Reino Unido,em colaboração com uma empresa de tecnologia médica, e promete revolucionar a vida das pessoas com diabetes que necessitam de fazer injeções diarias de insulina. O pâncreas artificial venceu a primeira edição do Gadget Show livre British Inventor of the Year como a invenção do ano em Inglaterra.Os ensaios clínicos têm início previsto para 2016. Como funciona? O dispositivo, implantado cirurgicamente dentro do corpo,liberta uma quantidade precisa de insulina na corrente sanguínea. Para tal,contém um reservatório de insulina protegido por numa barreira de gel especial, o qual se transforma em líquido quando os níveis de glicose aumentam,libertando insulina,como se fosse um pâncreas em perfeito funcionamento. Quando os níveis de glicose baixam,a substância volta a solidificar, permanecendo no reservatório. De acordo com a investigadora poderá apenas ser necessário reabastecer o depósito que contém insulina de duas em duas semanas. As vantagens Para além de poder pôr fim à necessidade de injeções diárias de insulina em doentes com diabetes tipo 1,e alguns que sofrem do tipo 2,este pâncreas artificial vem garantir que são administradas as doses necessárias. Para além disso,ao controlar os níveis de glicose no sangue de forma eficaz, é provável que auxilie a reduzir os problemas de saúde relacionados com a doença. Outra mais-valia desta inovação é o facto de não conter equipamento electrónico, fazendo com que o risco de rejeição pelo organismo seja muito reduzido. Retirado integralmente da Revista Prevenir,número 104,Junho de 2014,pag.16

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cuide da sua audição

Um estudo recente descobriu que a perda auditiva é mais comum em pessoas com diabetes do que em pessoas que não têm diabetes. Além disso, a perda auditiva é 30 por cento mais elevado em adultos 79 milhões nos Estados Unidos, que têm pré-diabetes, do que naqueles com níveis normais de glicose. Atualmente não sabemos como a diabetes está relacionado à perda de audição. É possível que os níveis de glicose elevados estejam associados a danos nos pequenos vasos sanguíneos no ouvido interno, como os danos que a diabetes pode causar nos olhos e rins. Dado que pode ocorrer lentamente, os sintomas da perda auditiva podem ser difíceis de notar. Na verdade, família e amigos notam a perda de audição antes de pessoas que sofre com isso. Os sintomas comuns de perda auditiva são: ◾Pedir a outras pessoas com frequência que repitam o que disseram. ◾Ter dificuldade para acompanhar a conversa que inclui mais de duas pessoas. ◾Pensar que os outros estão a resmungar. ◾Ter dificuldade para ouvir em lugares com muito ruído, como restaurantes. ◾Ter dificuldade em ouvir as vozes de mulheres e crianças. ◾Subir o volume alto demais para as pessoas que estão perto da televisão ou rádio. Caso tenha alguns destes sinais consulte o seu médico ou faça um rastreio auditivo. Retirado de http://www.nomasdiabetes.org/2013/10/01/cuide-sus-audicion/ a 15.02.2014

domingo, 3 de março de 2013

Diabetes em Portugal-Factos e números 2012

O número de pessoas com diabetes em Portugal ultrapassou um milhão em 2011 e aumentaram os jovens até aos 19 anos com a doença, mas verificou-se a maior queda no número de amputações da última década. Segundo dados do Observatório Nacional da Diabetes, mais de uma em cada dez pessoas em Portugal tem diabetes, mas destas quase metade (44 por cento) ainda não estão diagnosticadas. Um novo indicador disponibilizado no relatório deste ano aponta para uma perda de sete anos de vida por cada óbito na população com idade inferior a 70 anos. Apesar deste cenário negativo, há sinais de que o sistema de saúde tem conseguido uma evolução positiva de complicações associadas à doença, nomeadamente a maior redução de amputações dos últimos 10 anos (-11%) e a melhoria dos registos nos cuidados primários, destaca o observatório. Ainda de acordo com o relatório, na última década, o número de novos casos aumentou de 377 por cada 100 mil indivíduos (em 2000) para 652 (em 2011). «Os valores são preocupantes quando verificamos que nos últimos 10 anos o aumento da incidência da Diabetes é de 80%», sublinha o observatório. Quanto à prevalência da doença em 2011, foi de 12,7% na população com idades entre os 19 e os 79 anos (correspondendo ao total de cerca de um milhão). Outro dado destacado é a incidência da Diabetes Tipo 1 nas crianças e nos jovens portugueses, tendo-se registado em 2011 mais de 3.000 casos em jovens até aos 19 anos. Comparativamente com 2010, verificou-se um ligeiro aumento, já que nesse ano registaram-se cerca de 2.800 casos. Entre os jovens com idades até aos 14 anos, foram detetados 16,3 novos casos de diabetes tipo 1 por cada 100 mil, um valor bastante superior ao registado em 2002. Segundo os dados divulgados pelo Observatório Nacional da Diabetes, também a prevalência da Diabetes Gestacional está a crescer, tendo abrangido 4,9% das parturientes que utilizaram o Serviço Nacional de Saúde em 2011, num total de 3.809 casos. Relativamente ao número de Anos Potenciais de Vida Perdidos por cada óbito, a Diabetes representou, em 2010, cerca de sete anos de vida perdida. O observatório sublinha que estes dados são «preocupantes» e alerta para a necessidade de adoção de medidas no combate à diabetes, com uma maior aposta na prevenção, no diagnóstico precoce e no acompanhamento das pessoas com a doença.








sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Diabetes no Idoso

Achei muito interessante este post do blogue que sigo e aprecio imenso, Linha Diabetes, do Dr. João Gonçalves. Um tema que (principalmente para os profissionais de saúde) deve interessar e, sobretudo, termos em conta no nosso dia-a-dia profissional.Não esqueçamos que em Portugal a nossa população está cada vez mais envelhecida... "O doente idoso tem algumas particularidades, que se deve atender, quando o medicamos. O idoso é (pode ser/apresentar) fragilidade (perturbação de equilíbrio), limitação funcional (sedentarismo por incapacidade), alterações do seu estado psíquico, dependência de terceiros. Estas situações, se directamente nada têm a haver com a Diabetes, indirectamente têm: o número e tipo de medicamentos deve ser equacionado no que toca à ocorrência de potenciais efeitos secundários, nomeadamente hipoglicemias (baixas do valor da glicemia). As outras doenças, além da diabetes, que o idoso pode padecer devem igualmente ser consideradas, tal como a capacidade do doente em gerir a toma dos medicamentos. O controlo ideal deve ser sub-óptimo: isto é, em vez de tentarmos chegar a um controlo excepcional, pode ser bom com valores um pouco acima do normal, de modo a precaver complicações. As Hipoglicemias, muitas vezes não sentidas/identificadas pelo idoso, podem provocar quedas (complicadas de fracturas), alteração do estado de consciência e admissões (internamentos) hospitalares responsáveis por estados de confusão importantes. Um grupo muito susceptível às Hipoglicemias são os idosos residentes em Lares, os com má nutrição e os com alterações do estado de consciência (demência). Quanto ao Tratamento, os idosos (também) devem ter um plano de actividade física com exercícios de resistência, de equilíbrio e de cardiofitness. As dietas com limitações (excepto o abusivo consumo de doces) deve ser evitado (!). Enquanto as sulfonilureias devem ser evitadas, a Metformina mantém-se como medicamento de primeira linha (caso não exista contra-indicação). Nos Lares, deve haver especial atenção quanto à ocorrência de Hipoglicemias, complicações metabólicas agudas, ocorrência de infecções e prevenção de internamentos hospitalares no idoso diabético". Disponível em http://linhadiabetes.blogs.sapo.pt/52499.html








segunda-feira, 25 de junho de 2012

Diabetes tipo 1

Este post foi retirado integralmente do blogue " Doce Vida Diabetes", com novidades tornadas públicas no congresso 2012 da ADA (Associação Americana da Diabetes). Parabéns pelo blogue,muito útil e interessante. Aqui fica. "Os análogos de GLP-1, que já são usados no tratamento do diabetes tipo 2, passariam a ser usados no tratamento do diabetes tipo 1. Eles não substituiriam a insulina, mas ajudariam no melhor controle Estudo apresentado no congresso Americano de Diabetes – ADA 2012 – apontou uma nova opção para o tratamento de pacientes com diabetes do tipo 1: os análogos do GLP-1, uma imitação de um hormônio produzido normalmente pelo próprio organismo. “O GLP-1 é um hormônio que promove o aumento da saciedade e, consequentemente, a redução da ingestão de alimentos. Esta redução ocorre pela ação sobre o centro da saciedade no cérebro, além de causar um retardo no esvaziamento do estômago”, explica a endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba (CDC), Luciana Pechmann. Os análogos do GLP-1 já vêm sendo usados por pacientes com diabetes do tipo 2 no Brasil há cerca de um ano, com resultados muito bons. Para uso em diabéticos tipo 1, os estudos são recentes. “O tratamento com insulina é o principal para os pacientes com o tipo 1 e sempre será”, relata a médica. A novidade é que seria nova classe de medicamentos para ajudar no controle, com possível redução da quantidade de insulina aplicada. A endocrinologista do Centro de Diabetes de Curitiba destaca que a adição dos análogos de GLP 1 pode reduzir a secreção de um hormônio chamado glucagon. Esse hormônio, em taxas elevadas, pode causar o aumento dos níveis de glicemia e dificuldade no controle da doença. O uso de medicamento evitaria essa situação e reduziria as chances de complicações tardias. “O análogo do GLP-1 administrado neste estudo e apresentado durante o congresso foi o Liraglutide. Ele leva à diminuição de apetite e perda de peso, o que proporciona um melhor controle da glicemia e diminuição dos níveis de insulina utilizados”. Retirado de http://www.educacaoemdiabetes.com.br/2012/06/25/novidades-no-tratamento-de-diabetes-tipo-1/ , em 25/06/2012.








domingo, 11 de março de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Monitor Remoto de Glicémia proporcionará noites mais tranquilas aos pais

A Medtronic, empresa que produz bombas de infusão e monitores contínuos de glicose (CGMs), finalmente lançou um produto que parece ser o sonho de todo pai ou mãe de filhos com diabetes: o mySentry, um monitor remoto de glicose.



A ideia é simples, porém levou anos para ser aprovada pelo FDA, a agência sanitária americana. O mySentry é composto de duas partes, um repetidor que recebe os sinais do monitor contínuo ligado ao paciente (CGM), que por sua vez envia o sinal para um outro dispositivo que pode ser colocado ao lado da cama dos pais, como um rádio-relógio, e mostra em tempo-real as medições de glicemia do paciente.



Além das medições, o mySentry emite alertas de acordo com previsões de alta ou baixa severa da glicose no sangue. Segundo o fabricante, as previsões podem ser feitas com até 30 minutos de antecedência e os alertas são configuráveis de acordo com os níveis de cada paciente.

“Muitos pais de pacientes acordam diversas vezes todas as noites para verificar os níveis de glicose dos filhos, mas nem mesmo isso pode ser suficiente para prevenir episódios de hipoglicemia severa” disse o médico William Tamborlane, Chefe de Endocrinologia Pediátrica e Diretor Assistente do Yale Center for Clinical Investigation.
Convém lembrar que o mySentry só é compatível com o combo MiniMed Paradigm® REAL-Time Revel™ System, que é o kit de bomba de infusão mais o medidor contínuo integrado (CGM) da própria Medtronic.

Como o produto acaba de passar pela última fase de aprovação do FDA, já pode ser adquirido nos Estados Unidos.

Retirado em http://www.diabetesemlimites.com.br/2012/01/monitor-remoto-de-glicemia-promete-noites-mais-tranquilas-aos-pais/











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